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Paçoca com cacau
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O amendoim 

Chamado de mani (enterrado), em tupi - mas também nomeado, no Brasil, como mandubi, mendobi, mindubi, miunuim, mudubim, menduim, manobi - , o amendoim é um alimento popular em todas as regiões do Brasil, em apresentação doce ou salgada, e é ingrediente principal de muitas receitas tradicionais, como paçoca, pé de moleque, bolos e até sorvetes. Embora sua origem não seja certa, há relatos de que tenha surgido na América do Sul.

Alguns especialistas acreditam que a leguminosa foi descoberta no Brasil ou tenha surgido na região do Gran Chaco, localizada entre o Paraguai, norte da Argentina e Peru. Porém, há documentos de 3.800 a.C. a 2.900 a.C. afirmando que a semente surgiu ao leste dos Andes, onde era muito utilizada pelos indígenas. Amendoins foram encontrados, ainda, nos túmulos dos incas, para que, seguindo a crença, os mortos pudessem se alimentar durante a passagem para “o outro lado”. Mas não se sabe exatamente quando ele começou a ser utilizado regularmente como alimento.

Para o mundo

Sua maior difusão pelo mundo deu-se no século 16, quando os espanhóis chegaram à América: liderados por Cristóvão Colombo, os colonizadores encarregaram-se de levar a novidade para Europa, Ásia e África. 

Em torno de 1560, a semente foi introduzida na África Ocidental e, no início do século 17, a planta do amendoim já era comum em toda região tropical oeste do continente africano.  A expansão aconteceu também com a ajuda dos escravos, que, conduzidos à América do Norte, levaram junto o amendoim. 

Amendoim no Brasil

O Brasil já foi um grande produtor de amendoim. Em 1970 o país atingiu uma marca significativa de toneladas, mas desde então os números caíram porque seu cultivo foi substituído pelas plantações de soja. A partir de 1995, novamente intensificou-se o seu plantio, de norte a sul. Hoje, São Paulo é responsável por 80% da produção nacional, sendo que 22% são exportados e o restante é utilizado internamente, destinando-se principalmente à produção de confeitos, doces e salgados.

Paçoca e pé de moleque: doces feitos com amendoim e ícones principais da cultura

Acredita-se que o pé de moleque surgiu no século XVI, com a chegada do açúcar à Capitania de São Vicente. Sugere-se que sua criação pode ter influência dos doces árabes, feitos com mel e pistache, e levados para a península Ibérica e Península Itálica, gerando os turrones ou torrones. 

Segundo Mouzar Benedito, “muita gente acha que o doce tem esse nome porque é da cor dos pés de moleques que, andando sempre descalços, não tinham o costume de lavá-los. 

Mas a cantora lírica Bidu Sayão (1904 – 1999) contava outra história. Segundo ela, no começo do século XX, havia muitas baianas que vendiam doces em tabuleiros, no Rio de Janeiro. Os meninos gostavam especialmente desse doce de amendoim mas, como não tinham dinheiro, furtavam das baianas e elas ralhavam com eles para não roubarem. Diziam para pedirem: Pede, moleque! Pede, moleque!”

CONFIRA ALGUMAS RECEITAS
Paçoca de amendoim
https://www.youtube.com/watch?v=BwvpFwpacJk&list=FLLIQIgZBuPgyA4gNLrsELSw&index=201
https://cozinhatecnica.com/2019/06/pacoca-de-amendoim/​
https://medium.com/a-faca-que-fala/cinco-maneiras-de-fazer-paçoca-354c896fd58e

Pé-de-moleque
https://www.panelinha.com.br/receita/Pe-de-moleque-com-laranja
https://www.receitasdatiaso.com/2011/06/pe-de-moleque-macio.html​
https://www.tudogostoso.com.br/receita/119334-pe-de-moleque-caipira.html


Referências
https://www.pucsp.br/maturidades/sabor_saber/index_60.html
http://www.restaurantefrutosdaterra.com.br/a-origem-do-amendoim/
https://revistapesquisa.fapesp.br/da-mandioca-ao-milho-do-indigena-ao-caipira/
https://www.brasildefato.com.br/2017/10/11/de-favela-a-pe-de-moleque-um-causo-sobre-as-origens-das-palavras/
https://rsamaquinas.com.br/a-origem-do-pe-de-moleque/

postado sob 2020, cinema, meio ambiente
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PROGRAMAÇÃO ON-LINE COM FILMES E DEBATES

A Mostra Ecofalante de Cinema, dedicada a filmes que tratam de questões relacionadas ao meio ambiente, terá sua 9ª edição em agosto próximo.

Porém, vai antecipar parcialmente sua programação , apresentando já nesta semana, de 3 a 9 de junho, 5 filmes na MOSTRA ECOFALANTE DE CINEMA – ESPECIAL SEMANA DO MEIO AMBIENTE: "A 9ª edição da Mostra Ecofalante, este ano, foi transferida de junho para agosto, por questões operacionais, mas não poderíamos deixar a Semana do Meio Ambiente passar em branco, especialmente neste momento em que a pandemia e a crise política e econômica  têm amplificado os problemas socioambientais no Brasil e no mundo”, afirma Chico Guariba, diretor da Ecofalante.E complementa:“A Mostra já faz parte do calendário da cidade de São Paulo e, com esta edição on-line, podemos expandir o público e o debate com todo o Brasil”.

A Ecofalante é uma ONG que atua nas áreas de cultura, educação e sustentabilidade, e produz filmes, documentários e programas de televisão de caráter cultural, educativo e socioambiental. A instituição fornece consultorias a projetos nessas áreas e promove formação de professores, exibições e debates em escolas, universidades e aparelhos culturais. Organiza seminários e workshops sobre cinema, educação e sustentabilidade, além de realizar o mais importante evento audiovisual sul-americano dedicado a temas socioambientais: a Mostra Ecofalante de Cinema.

A Semana do Meio Ambiente foi instituída em 1981, para acontecer na primeira semana do mês de junho, como extensão do Dia Mundial do Meio Ambiente, 5 de junho que, por sua vez, foi criado em 1972, durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, com o intuito de chamar a atenção para os problemas ambientais e para a importância da preservação dos recursos naturais.

Programação
De 3 a 9 de junho, a Mostra Ecofalante – Especial Semana do Meio Ambiente disponibilizará gratuitamente cinco prestigiosos títulos produzidos no Brasil, Canadá, Estados Unidos e Reino Unido. 

Os filmes estarão acessíveis pela plataforma Videocamp (www.videocamp.com), sendo que a atração de abertura será “Ruivaldo, o Homem que Salvou a Terra”, o mais recente trabalho do cineasta Jorge Bodanzky, com codireção de João Farkas. Além disso, a mostra trará “Amazônia Sociedade Anônima”, que tem Estêvão Ciavatta como diretor e Walter Salles como produtor associado; “A Grande Muralha Verde”, de Jared P. Scott, que tem produção-executiva de Fernando Meirelles, “O Golpe Corporativo” de Fred Peabody, e “Ebola: Sobreviventes”, de Arthur Pratt. 

Fernando Meirelles, Estêvão Ciavatta, Jorge Bodanzky e Vincent Carelli debaterão o papel do cinema na comunicação de questões socioambientais.

As exibições são acompanhadas por debates temáticos, reunindo nomes como Adriana Ramos, Paulo Artaxo, Joênia Wapichana (a confirmar) e Ladislau Dowbor.

ACESSE AQUI PARA PROGRAMAÇÃO COMPLETA E TRAILERS

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