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postado sob 2020, EF2, Literatura
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Ilustração, reprodução de Luis Peres
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Reprodução de Maria João Lopes: https://mariajoaolopes.com

No último dia 9/10, em uma atividade de estudo do meio, os alunos do 6º ano conversaram com Juliana Soares, professora e contadora de histórias timorense e a doutoranda Márcia Cavalcante, professora, especializada em literatura do Timor Leste. Eles ouviram o mito de criação da ilha de Timor, que está ligado a um crocodilo, animal muito importante por lá. 

Reza a lenda que um dia, depois de muitas atribulações, um jovem e um crocodilo lançam-se ao mar e exploram juntos o oceano até que o crocodilo decide fixar-se num determinado local e transforma-se na ilha de Timor.

Leia essa história abaixo, pela versão do escritor timorense Luís Cardoso.

 

O CROCODILO QUE SE FEZ ILHA

Luis Cardoso

Nunca tinha chovido tanto e de uma só vez naquelas paragens. As águas subiram, inundaram a terra, aproximaram-se dos céus onde deixaram sementes de Caleic, germinando trepadeiras, amarrando o mar e a terra ao infinito. Foi o tempo em que tudo estava ligado, o universo em gestação. Os seres misturavam-se e percorriam lugares outrora restritos apenas a alguns. A água fizera o que os homens alguma vez ousaram, diluindo as fronteiras terrestres. Ninguém estava classificado consoante os locais onde habitava ou de acordo com os seres que digeria.

No fim da estação das chuvas, quando as águas começaram a secar, todos os animais, movidos pelo instinto de sobrevivência foram recuando para os seus anteriores nichos. Os pequenos crocodilos, buliçosos e irrequietos, sentindo que o mar se encurtava cada vez mais, foram deixando os locais por onde tinham andado em busca de alimentação.

Mas aquele velho crocodilo, que nunca tinha feito incursões para além das águas paradas, onde esperava os incautos que passavam, mostrava-se renitente em abandonar aquele recanto da terra onde passavam todos os animais da Terra, inclusive o homem, o mais erecto de todos e nem sempre o mais correcto. A prole bem tentou demovê-lo dessa teimosia. Ele já não queria mais regressar para o seu mar. Por mais que insistissem, dizendo que em breve, com a seca, morreria de calor e com fome, tencionava ficar. Dizia ser a natureza o seu melhor aliado, que com ele sempre fora benevolente. Mais do que os da sua espécie que se devoram a si mesmos. Com tal argumento convenceu-os a irem-se embora. O clã entendeu a sua atitude como sendo sinal da sua resignação ao fim próximo. Há um momento único no tempo de cada um para decidir a forma mais digna de morrer. Um grande sáurio arrasta-se no chão mas nunca no tempo. Os pequenos choraram lágrimas de crocodilo pelo fim do progenitor. Como não estava mais nenhum animal presente, eram genuínas as lágrimas choradas. Arrastaram-se para o mar e o velho crocodilo foi ficando cada vez mais distante e abandonado. O acaso fez com que tivesse passado por ali uma menina em busca dos pais, provavelmente engolidos pelo mar. E, vendo o velho crocodilo desfeito em lágrimas, e sem distinguir o falso do verdadeiro, aproximou-se do moribundo e perguntou-lhe se precisava de ajuda:

- Leva-me até ao mar. Prometo entregar-te aos teus pais!

Ela já não pensou em outra coisa se não pô-lo a salvo.

- A vida de quem quer que seja deveria ser tida em conta para além dos seu múltiplos actos, nefastos ou providenciais! - pensou. Um pensamento grande demais para as suas pequenas forças. Havia uma desproporção entre o que podiam os seus braços e o peso do colosso moribundo. Os olhos do crocodilo já não choravam. A menina foi buscar as cordas da trepadeira e enrolou-as ao longo do corpo daquele que personificava o horror sobrenatural. Tentou puxar a ponta da corda mas nem um passo deu adiante. Foi pedir ajuda aos outros animais, mas foi o macaco quem se apressou a responder:

- Que morra aquele que tanto mal nos fez!

Assustou-se com a violenta resposta, mas não desistiu de procurar ajuda. Lembrou-se daquele búfalo branco, que tinha domesticado para a ajudar no cultivo do arroz. Quando chegaram ao local, o búfalo franziu os olhos, levantou as sobrancelhas, deu uma cornada no ar soltando espuma branca pelos cantos da boca:

- Não, tudo menos isso! Foi ele quem devorou os teus pais!

Ela nem vacilou perante tal revelação. Tentou um último argumento, o da morte digna, dizendo que o crocodilo estava velho e cada um deveria morrer no sítio onde vivia. O búfalo condescendeu e só deu pelo engano quando o moribundo, dentro de água, pareceu rejuvenescer. Sentindo-se traído, o búfalo fez o que achava justo: foi-se embora. Voltou a ser bravo, a única condição que lhe garantia respeito e sobrevivência. O crocodilo, vendo o desfecho de uma amizade desfeita, quis recompensar a sua salvadora pela perda de um amigo, dizendo ser ele verdadeiro; não era tão traiçoeiro como a fama das suas lágrimas.

- Pula para o meu dorso! - disse o crocodilo, com voz paternal. Anoitecera. E, já sem a vigilância de olhos de outros animais e a coberto da distância e da escuridão da noite, que devolvia a cada ser o pior dos seus instintos, ele tencionava comer aquela criança, salgada e temperada pelos ares do mar. Está na natureza do crocodilo comer as suas presas. A menina caíra na armadilha das lágrimas do moribundo, esquecendo-se de que também eram de um crocodilo.

Mas as forças do velho sáurio foram-se esgotando na jornada. Não conseguia mover a cauda, nem mesmo uma pata. O corpo que tão bem o tinha servido, na hora em que mais precisava dele, traía-o. Encalhou, no seu trágico destino. Rendido à evidência da morte, quis a grandiosidade. As suas patas alongaram-se e cravaram bem fundo nos corais. O corpo distendeu-se e as placas do dorso ganharam elevação, formando montanhas atapetadas de densas florestas de sândalo. Uma voz surgiu do ainda crocodilo quase terra:

- Sou velho e vou morrer. Tu és linda e habitarás este corpo onde foram enterrados os teus pais. Brevemente chegarão os estrangeiros. Uns príncipes em busca da tua beleza, e outros, mercadores do sândalo.

Quando ouviu o último suspiro do crocodilo, ela respirou fundo como se quisesse dar à luz, e viu o Sol nascer no mar, iluminando a ilha inteira, finalmente livre do pesadelo da noite traiçoeira. E chamou-lhe Timor.


do original de Luís Cardoso, publicado no suplemento da Revista Visão nº480 de 16.05.02; versão adaptada

postado sob 2020, EF2, EM, história
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A Pedra de Rosetta
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Detalhe da Pedra de Rosetta
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Esculturas do Partenon
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Ir a Londres e visitar o British Museum, um dos mais antigos museus do mundo, é uma experiência inesquecível, mas não impossível.

Na verdade, embora o Museu esteja fechado em razão contexto atual, convidamos nossos alunos do 9ºEF e do 1ºEM a fazerem uma viagem virtual ao longo de dois milhões de anos da nossa história.

Nesta live-tour, conduzida por Loona Hazarika, um  experiente guia de Londres que, inclusive, trabalhou por vários anos no British Museum, vamos embarcar no centro da cidade, atravessar continentes e desembarcar nas Américas.

Esse foi o convite que nossos alunos receberam da cadeira de Inglês do Ítaca.

Além de verem peças raras, de valor histórico inominável (daquelas que reconhecemos das ilustrações em livros...), o exercício da língua inglesa, em uma situação real de comunicação, foi um dos focos importantes também: durante toda a visita, essa foi o idioma do guia e de todos os participantes.

Antes e depois do tour, discussões sobre o papel dos museus e sobre o processo de formação dos acervos e sua legitimidade já ganharam espaço. Produções artístico-reflexivas a respeito de tais aspectos e também sobre como são vistos e valorizados, de modo geral, os museus no Brasil, mostrarão a voz dos estudantes, em uma pequena síntese do projeto.

 

MUSEUS: TEMPOS E  MEMÓRIA

Por Ciça Jorquera

A palavra Museu origina-se na Grécia Antiga, derivada da palavra Mouseion, que significa “lugares de contemplação”. Também podemos relacioná-la a Zeus, que, como a mitologia grega nos conta, casou-se entre outras, com Mnemósina, Titânida que simboliza a memória – ela podia dar o poder de voltar ao passado e relembrá-lo para a coletividade.

Já na denominada Idade Média (476 a 1453 d.C.), o termo Museu não teve muito uso. Ele só reaparece no século XV, quando o colecionismo virou moda na Europa, surgindo as chamadas Coleções Principescas.

Mas, foi na conjuntura da Revolução Francesa (1789-1799) que nasceu a acepção atual do termo Museu, que só irá se consolidar no século XIX, com a criação e fundação de inúmeras instituições museológicas na Europa, concebidas dentro do denominado “espirito nacional”, ou seja, esses espaços objetivavam não apenas guardar as antiguidades nacionais como também os acervos expressivos resultados do domínio colonial.

Esse percurso possibilitou a adoção de dois tipos de modelos de museus espalhados pelo mundo. Os primeiros alicerçados na cultura nacional e na história, como o Louvre, localizado em Paris, na França, e inaugurado em 1793; os segundos, como resultado direto do momento cientifico que o mundo vivia, voltados para a pré-história, arqueologia e a etnologia, a exemplo do Museu Britânico, em Londres, na Inglaterra, inaugurado em 1753.

Museu Britânico (Londres, Inglaterra)

No caso do Brasil, o século XIX também foi um marco. Foi exatamente em 1818, com a doação da coleção de História natural por D. João IV, que foi inaugurado no país o primeiro museu, o Real, atualmente conhecido como Museu Nacional, localizado na cidade do Rio de Janeiro.

No caso de nosso país, podemos afirmar que os museus enciclopédicos iriam ser o modelo adotado até a década de 30 do século XX, pois a questão da Nação só ganharia espaço e audiência museológica em 1922, quando da fundação do Museu Histórico Nacional, também localizado na cidade do Rio de Janeiro.  Desde então, esses espaços se multiplicam e, hoje, o país conta com mais de três mil museus, e a cidade de São Paulo com cerca de 110.

Museu Nacional (Rio de Janeiro, Brasil)

Visitar, mesmo que virtualmente, espaços culturais, científicos, históricos possibilita uma experiência sensível e contribui para a compreensão de mundo, revelando-nos novas dimensões e representações da realidade.

Contudo, não se trata apenas do ato de observar e/ou contemplar o acervo que essas instituições oferecem, mas também de perceber que a organização do espaço, a luz, o ordenamento tem uma intencionalidade estética e ideológica. Outro aspecto muito relevante é o da temporalidade, ou seja, o nosso olhar sobre uma escultura, uma foto ou um artefato da cultura popular, por exemplo, produzida há séculos, com certeza terá uma apreensão diferente daquela vista na época da produção, possibilitando diversas e diferentes interpretações, portanto, inúmeras representações.

Referência
GUIMARÃES, Ruth. Dicionário de Mitologia Grega. São Paulo: Editora Cultrix. 1993. p. 314-317.

 

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Quando você tem um tema, o mundo é o tema.
Lia Vainer

No Ítaca, nos terceiros anos do Ensino Fundamental 1 (crianças de 8/9 anos), o tema em curso é a preservação da vida, do meio ambiente e, naturalmente, dos animais em extinção e a continuidade da vida.

O mundo, lugar de muitos conhecimentos em que a criança a partir dos 7 anos passa a operar, é campo de planejamento dos professores. Informações e acontecimentos no tempo e no espaço disparam conhecimentos significativos, que os professores conectam com o repertório dos seus alunos, com o entorno e com a história que não cessa. Dessa forma, escritores, pesquisadores, fotógrafos, jornalistas, artistas plásticos, músicos, cineastas, ao narrarem criativamente o mundo em suas diversas facetas, fornecem conteúdos que contribuem para o enriquecimento das propostas didáticas planejadas.

Quando o assunto é preservação ambiental, uma rede de informações, acontecimentos e experiências interligam as crianças às suas próprias vivências, que se prolongam em interesses.

Este percurso contou com o livro "MATO? "  
Mas iniciou-se pela proposta de conhecer tanto as diferenças como as conexões entre a zona rural e a urbana. As pesquisas relativas às produções agrícolas, comércio, o cotidiano dessas duas áreas foi assunto de trocas entre as crianças.

A voz do poeta Carlos Drummond de Andrade, na ocasião do seu aniversário de 100 anos, apresentou-se por meio do poema ‘’Infância’’, do cotidiano rural na sua cidade natal, Itabira/MG:  Os alunos seguiram pelo lombo do cavalo e pelo aroma do café no fogão a lenha.

De lá, partiram para a biografia do poeta e a sua morada, na idade adulta, na cidade do Rio de Janeiro. Eis que Itabira, na infância, e Rio de Janeiro, em sua idade adulta, ofereceram o contraponto entre área rural e urbana da época .  E os alunos seguiram, inclusive, fazendo cálculos matemáticos entre as distâncias dessas duas cidades, os melhores trajetos, considerando meios de transportes , estradas de rodagem, nas diferentes épocas que variavam entre 1902 e 1980, fases de vida do poeta.

A fotografia já se inseria, na época, como registro de trajetórias no tempo e no espaço. O fotógrafo Marcello Cavalcanti  clicou os mesmos ângulos e fez a montagem com os registros dos locais que Augusto Malta, retratara no Rio de Janeiro, no início do século 20. Os alunos puderam, assim, visitar a cidade grande, zona urbana nos dois tempos:  no início do sec. XX quando então nascia Drummond na área rural mineira e no sec. XXI quando então morou na cidade como adulto.  

Outro interlocutor trouxe suas impressões de aldeia e de cidade grande: o escritor indígena Daniel Munduruku, no seu livro, “Crônicas de São Paulo, um olhar indígena”.

Pelo olhar indígena também foi reconhecida outra cidade grande, São Paulo, por meio das crônicas desse escritor.  Ibirapuera, Tatuapé, Butantan, foram alguns dos textos, narrativas que suscitaram interesses e muitas perguntas.

Como o gênero ‘’entrevista” estava presente nos estudos de Língua Portuguesa, com pesquisas sobre entrevistas publicadas por escritores como Ruth Rocha e pelo próprio Daniel Munduruku. Essa jornada de interlocuções seguiu por outros assuntos, analisando-se tal gênero

O texto“Butantan”, de Daniel Munduruku,  trouxe  o olhar indígena reconhecendo no Instituto do mesmo nome, sua floresta, suas cobras, suas pesquisas. O momento da pandemia, as vacinas. A curiosidade da criança e do cientista: Rodrigo Franco de Carvalho, biólogo do Instituto  Butantan, foi convidado  a conversar com os alunos.  

As crianças organizaram-se previamente com perguntas, prolongamento dos seus interesses e curiosidades. Coincidentemente, no Dia do Biólogo que Rodrigo esteve nas três salas dos terceiros anos. Isso também impressionou a todos.

O tempo das lives não foi suficiente para as trocas entre o pesquisador e os estudantes. Animais, vacinas, perigos, a instituição, Rodrigo como cientista e suas escolhas pessoais foram assunto de muita conversa, sintetizada aqui pela pergunta de uma criança e a resposta do cientista:  
 

O QUE É PRECISO PARA SER UM CIENTISTA?
- Muita curiosidade. 

As perguntas não apresentadas estão sendo organizadas para uma nova rodada, agora por e-mail endereçado ao Rodrigo.

Paisagens nativas, progresso, cidade grande, áreas rurais, olhar indígena, aldeia pequena e aldeia grande, assuntos que trouxeram naturalmente outras perguntas: E a ameaça de extinção?  E os animais, a floresta, os rios, a queimada?

Chegamos, assim, à pergunta que não quer calar e que intitula o livro de Rogério Assis e Ciro Girard: MATO?

Assim como as fotos de Cavalcanti e Malta, de um Rio de Janeiro de antes e depois, mostraram alterações históricas e geográficas, este trabalho valioso sobre a Amazônia trouxe a floresta e sua narrativa histórica que coloca a ameaça de extinção e a possibilidade de preservação em pauta.

Chega o livro do Rogério Assis: MATO?
 

EM PAUTA: A NATUREZA DESAPARECERÁ?  
Segue abaixo a proposta feita para os alunos:

Conheça algumas imagens da situação atual da Amazônia brasileira, em paralelo a imagens da situação anterior desse vasto território.

As imagens são do fotógrafo Rogério Assis e a montagem do ‘’antes’ e do ‘’depois’’ foi feita pelo designer Ciro Girard. Juntos publicaram esse trabalho no livro MATO?

Curioso!  Um nome de livro com ponto de interrogação. O que será que os autores estão perguntando? 

1)   Olhe para as imagens e imagine uma resposta para essa interrogação: MATO?
2)   Agora leia os comentários abaixo, de Tica Minani, depois de ter olhado as imagens do livro. Tica é coordenadora da campanha do Greenpeace na Amazônia.

‘’É mata, é brisa, é sol, é árvore, é rio, é formiga, inseto, areia, calor, água fresca, folhas, samaúma, açaí, peixe, onça, jacaré, macaco, lua, coruja, sapo, voadeira, nuvem, chuva, rede, revoada de pássaros, mandioca, banana, fogueira, magia, gente, risos... 

No mato tem tudo isso. E mais: tem uma riqueza exuberante que sustenta uma teia de vida valiosa e diversa, de muitas formas, muitas cores, capaz de provocar medo, mistério e maravilhamento...

Essa mesma riqueza exuberante, que abunda no mato, nos rios, nas árvores, nos minérios e em tantos outros recursos naturais, é motivo de orgulho para a maioria dos brasileiros, mas também desperta outros sentimentos menos nobres que a magia e o maravilhamento.

Muitos olham para o mato e veem outro tipo de riqueza – uma riqueza que esgota os rios e a terra, que cavouca minérios, que corta as árvores, que expulsa as gentes e silencia os risos...’’

O percurso foi finalizado com a observação de dois alunos, ao integrarem o vasto tema de preservação ambiental ao conteúdo trabalhado em Ciências, “Polinização, uma memorável parceria’’:  

- Se a gente desmatar, os bichos não terão mais onde morar, aí entra naquele outro assunto que conversamos sobre polinização, não teremos mais árvores e nem bichos para ajudar a “repor” a natureza.

- O ser humano precisa perceber que ele também é a natureza, se destruir e não cuidar, uma hora  não vamos mais existir.

 

O LIVRO:

Mato?
Autor:  Rogério Assis e Ciro Girard
Editora: Olhavê
ISBN: 978-85-93223-06-8
Idioma: Português
Edição: 1ª
Ano de lançamento: 2018
Número de páginas: 116

PDF do livro. Disponível no site do fotógrafo Rogério Assis: https://rogerioassis.46graus.com/livros/mato-1/ 

 

postado sob 2020, EF1, EF2, EM

Para esclarecer dúvidas e ter informações sobre horários, valores, transporte, alimentação, etc, acesse AQUI.
Caso queira marcar uma reunião com nossa direção, acesse a FICHA DE INSCRIÇÃO, que entraremos em contato para agendar.

 

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postado sob 2020, EM, vestibular

Entendendo que o momento da opção profissional é recheado de incertezas e pressões. O Qual é a sua? (ao lado de conversas individuais entre a Coordenação EM e os alunos) tem a intenção de fornecer o máximo de elementos para que cada estudante consiga escolher os próprios caminhos, acertando os ponteiros de seus anseios pessoais com os das possibilidades e necessidades que a sociedade apresenta. 

A PROPOSTA
Qual é a sua? propõe que profissionais convidados contem um pouco da graduação, das escolhas na carreira, das possibilidades de trabalho, dos descaminhos e dificuldades, dos prazeres e conquistas. E, até mesmo, de sua própria trajetória. Longe de ser uma “orientação profissional”, a ideia é que as conversas reflitam a diversidade das experiências, destacando os percalços, os desencontros e reencontros que podem surgir em cada projeto de vida e não só no mercado de trabalho. 

NOVO FORMATO - ONLINE
O encontro foi on-line, obviamente, com dois momentos complementares: no dia 14/7, com 20 profissionais, para todas as turmas do EM; no dia 15/7, pela primeira vez – desejo antigo nosso – tivemos a versão com 9 ex-alunos do Ítaca formados e atuando profissionalmente há cerca de 5 anos a 8 anos, apenas para os alunos do 3º EM.

COMO SÃO ESCOLHIDAS AS CARREIRAS
Como sempre fazemos, a escolha de carreiras foi feita pelo 3º EM. Os alunos do 1º ao 3º EM inscreveram-se para as profissões que desejavam conhecer melhor. Um professor ficou responsável por cada sala virtual, no dia, a fim de receber convidados e alunos, fazer apresentações , mediar perguntas... enfim, todo suporte necessário.

E, maravilhas da tecnologia, pudemos ter o bate-papo até com profissionais que estão fora do Brasil hoje (Ilhas Tenerife) , ou em cidades brasileiras distantes, como Aracaju e Maceió.

Queremos, inclusive, agradecer mais uma vez a disponibilidade e generosidade de todos os envolvidos no planejamento, suporte técnico, organização e, especialmente, aos profissionais, que entendem sempre a importância desses encontros para adolescentes, em momento de decisões importantes , e nos atendem e acolhem as angústias e curiosidades dos alunos.

Palestras do dia 14/07:
Psicologia - Carolina Moriyama
• Rel. Internacionais - Felipe Amorim
• Arquitetura - Olívia Leopardi
• Direito - Antônio Marianno
• Matemática/Estatística - Raul Ferraz
• Nutrição - Lenise Bismark
• Economia - Marcos H. do Espírito Santo
• Jornalismo - Luana Pavani
• Engenharia de Produção - Gabriela Cabel
• Ciências Sociais - Mario Braga
• Esportes/Ed. Física - Rodrigo Coelho
• Design de moda  - Yanaí Mendes
• Biomedicina - Rita de Cássia Ruiz         
• Música - José H. Penna (Peninha)
• Artes Cênicas - Carlos Baldim
​• Medicina - Célia Moreira
• Engen. da Computação - Priscila Andrade
• Engenharia Civil - Marco Alessandro Santoni
• Cinema/Audiovisual - Marcela Campanerut
• Biologia - Kauê Senger

Palestras dos ex-alunos, dia 15:
• Biologia - Flávia Ferrari
​• Artes Cênicas - Débora Peccin 
• Medicina - Gabriel Pardo 
• Administração - Leonardo Sanchez
• Música - Ariel Coelho 
• Pedagogia - Thaís Naletto
• Jornalismo - Juliana Cunha
• Direito - Fábio Aspis
• Relações Internacionais - Mateus Catunda

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forma de paçoca
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Paçoca com cacau
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O amendoim 

Chamado de mani (enterrado), em tupi - mas também nomeado, no Brasil, como mandubi, mendobi, mindubi, miunuim, mudubim, menduim, manobi - , o amendoim é um alimento popular em todas as regiões do Brasil, em apresentação doce ou salgada, e é ingrediente principal de muitas receitas tradicionais, como paçoca, pé de moleque, bolos e até sorvetes. Embora sua origem não seja certa, há relatos de que tenha surgido na América do Sul.

Alguns especialistas acreditam que a leguminosa foi descoberta no Brasil ou tenha surgido na região do Gran Chaco, localizada entre o Paraguai, norte da Argentina e Peru. Porém, há documentos de 3.800 a.C. a 2.900 a.C. afirmando que a semente surgiu ao leste dos Andes, onde era muito utilizada pelos indígenas. Amendoins foram encontrados, ainda, nos túmulos dos incas, para que, seguindo a crença, os mortos pudessem se alimentar durante a passagem para “o outro lado”. Mas não se sabe exatamente quando ele começou a ser utilizado regularmente como alimento.

Para o mundo

Sua maior difusão pelo mundo deu-se no século 16, quando os espanhóis chegaram à América: liderados por Cristóvão Colombo, os colonizadores encarregaram-se de levar a novidade para Europa, Ásia e África. 

Em torno de 1560, a semente foi introduzida na África Ocidental e, no início do século 17, a planta do amendoim já era comum em toda região tropical oeste do continente africano.  A expansão aconteceu também com a ajuda dos escravos, que, conduzidos à América do Norte, levaram junto o amendoim. 

Amendoim no Brasil

O Brasil já foi um grande produtor de amendoim. Em 1970 o país atingiu uma marca significativa de toneladas, mas desde então os números caíram porque seu cultivo foi substituído pelas plantações de soja. A partir de 1995, novamente intensificou-se o seu plantio, de norte a sul. Hoje, São Paulo é responsável por 80% da produção nacional, sendo que 22% são exportados e o restante é utilizado internamente, destinando-se principalmente à produção de confeitos, doces e salgados.

Paçoca e pé de moleque: doces feitos com amendoim e ícones principais da cultura

Acredita-se que o pé de moleque surgiu no século XVI, com a chegada do açúcar à Capitania de São Vicente. Sugere-se que sua criação pode ter influência dos doces árabes, feitos com mel e pistache, e levados para a península Ibérica e Península Itálica, gerando os turrones ou torrones. 

Segundo Mouzar Benedito, “muita gente acha que o doce tem esse nome porque é da cor dos pés de moleques que, andando sempre descalços, não tinham o costume de lavá-los. 

Mas a cantora lírica Bidu Sayão (1904 – 1999) contava outra história. Segundo ela, no começo do século XX, havia muitas baianas que vendiam doces em tabuleiros, no Rio de Janeiro. Os meninos gostavam especialmente desse doce de amendoim mas, como não tinham dinheiro, furtavam das baianas e elas ralhavam com eles para não roubarem. Diziam para pedirem: Pede, moleque! Pede, moleque!”

CONFIRA ALGUMAS RECEITAS
Paçoca de amendoim
https://www.youtube.com/watch?v=BwvpFwpacJk&list=FLLIQIgZBuPgyA4gNLrsELSw&index=201
https://cozinhatecnica.com/2019/06/pacoca-de-amendoim/​
https://medium.com/a-faca-que-fala/cinco-maneiras-de-fazer-paçoca-354c896fd58e

Pé-de-moleque
https://www.panelinha.com.br/receita/Pe-de-moleque-com-laranja
https://www.receitasdatiaso.com/2011/06/pe-de-moleque-macio.html​
https://www.tudogostoso.com.br/receita/119334-pe-de-moleque-caipira.html


Referências
https://www.pucsp.br/maturidades/sabor_saber/index_60.html
http://www.restaurantefrutosdaterra.com.br/a-origem-do-amendoim/
https://revistapesquisa.fapesp.br/da-mandioca-ao-milho-do-indigena-ao-caipira/
https://www.brasildefato.com.br/2017/10/11/de-favela-a-pe-de-moleque-um-causo-sobre-as-origens-das-palavras/
https://rsamaquinas.com.br/a-origem-do-pe-de-moleque/

postado sob 2020, cinema, meio ambiente
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PROGRAMAÇÃO ON-LINE COM FILMES E DEBATES

A Mostra Ecofalante de Cinema, dedicada a filmes que tratam de questões relacionadas ao meio ambiente, terá sua 9ª edição em agosto próximo.

Porém, vai antecipar parcialmente sua programação , apresentando já nesta semana, de 3 a 9 de junho, 5 filmes na MOSTRA ECOFALANTE DE CINEMA – ESPECIAL SEMANA DO MEIO AMBIENTE: "A 9ª edição da Mostra Ecofalante, este ano, foi transferida de junho para agosto, por questões operacionais, mas não poderíamos deixar a Semana do Meio Ambiente passar em branco, especialmente neste momento em que a pandemia e a crise política e econômica  têm amplificado os problemas socioambientais no Brasil e no mundo”, afirma Chico Guariba, diretor da Ecofalante.E complementa:“A Mostra já faz parte do calendário da cidade de São Paulo e, com esta edição on-line, podemos expandir o público e o debate com todo o Brasil”.

A Ecofalante é uma ONG que atua nas áreas de cultura, educação e sustentabilidade, e produz filmes, documentários e programas de televisão de caráter cultural, educativo e socioambiental. A instituição fornece consultorias a projetos nessas áreas e promove formação de professores, exibições e debates em escolas, universidades e aparelhos culturais. Organiza seminários e workshops sobre cinema, educação e sustentabilidade, além de realizar o mais importante evento audiovisual sul-americano dedicado a temas socioambientais: a Mostra Ecofalante de Cinema.

A Semana do Meio Ambiente foi instituída em 1981, para acontecer na primeira semana do mês de junho, como extensão do Dia Mundial do Meio Ambiente, 5 de junho que, por sua vez, foi criado em 1972, durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, com o intuito de chamar a atenção para os problemas ambientais e para a importância da preservação dos recursos naturais.

Programação
De 3 a 9 de junho, a Mostra Ecofalante – Especial Semana do Meio Ambiente disponibilizará gratuitamente cinco prestigiosos títulos produzidos no Brasil, Canadá, Estados Unidos e Reino Unido. 

Os filmes estarão acessíveis pela plataforma Videocamp (www.videocamp.com), sendo que a atração de abertura será “Ruivaldo, o Homem que Salvou a Terra”, o mais recente trabalho do cineasta Jorge Bodanzky, com codireção de João Farkas. Além disso, a mostra trará “Amazônia Sociedade Anônima”, que tem Estêvão Ciavatta como diretor e Walter Salles como produtor associado; “A Grande Muralha Verde”, de Jared P. Scott, que tem produção-executiva de Fernando Meirelles, “O Golpe Corporativo” de Fred Peabody, e “Ebola: Sobreviventes”, de Arthur Pratt. 

Fernando Meirelles, Estêvão Ciavatta, Jorge Bodanzky e Vincent Carelli debaterão o papel do cinema na comunicação de questões socioambientais.

As exibições são acompanhadas por debates temáticos, reunindo nomes como Adriana Ramos, Paulo Artaxo, Joênia Wapichana (a confirmar) e Ladislau Dowbor.

ACESSE AQUI PARA PROGRAMAÇÃO COMPLETA E TRAILERS

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Mata Atlântica na cidade do Rio de Janeiro
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A Mata Atlântica é uma das florestas com maior biodiversidade do mundo, em números, abrigando mais de 20.000 espécies diferentes de fauna e flora. Presente em 17 dos 26 estados brasileiros, do Rio Grande do Sul ao Piauí, ela apresenta diferentes paisagens e uma diversidade de vida que chega a mais de 22 mil espécies de animais e plantas. 

É também na Mata Atlântica que vive 72% da população brasileira, e isso só é possível porque ela fornece água, permitindo atividades fundamentais para a economia, como a agricultura, a pesca, a produção de energia e o lazer. Além de ser um dos biomas mais ricos do mundo em biodiversidade, a Mata Atlântica fornece serviços ecossistêmicos essenciais para os 145 milhões de brasileiros que vivem nela.

Originalmente, esse bioma ocupava mais de 1,3 milhões de km², em 17 estados do território brasileiro, estendendo-se por grande parte da costa do país; no entanto, hoje, apesar da grande importância econômica e ecológica, é o mais degradado do Brasil, restando apenas 12,4% (*) de sua floresta e seus ecossistemas associados (manguezais, vegetações de restingas, campos de altitude, brejos interioranos e encraves florestais do Nordeste), sendo que a maior parte é fragmentada e desconectada. 

Dados da ONG SOS Mata Atlântica, obtidos em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), indicam que só no RS existem 976.959 hectares de florestas da Mata Atlântica, o que corresponde a praticamente 905 mil campos de futebol. Isso representa pouco mais de 7% dos mais de 13 milhões de hectares que existiam originalmente.

ORIGEM DA DATA
O Dia Nacional da Mata Atlântica, 27 de maio, foi estabelecido em um decreto presidencial de 1999, remontando à colonização do Brasil pelos portugueses. Foi neste dia, no ano de 1560 que, sensibilizado com a extraordinária biodiversidade da Mata Atlântica, o Padre José Anchieta escreveu a Carta de São Vicente (se tiver, seria legal dar acesso a essa carta, em link ou algo assim, Pode até ter imagem), primeiro registro histórico sobre o bioma. Na Carta, endereçada ao Padre Geral de São Vicente, o Padre Anchieta descreveu a fauna, a flora e os moradores das “florestas tropicais”, como chamou a Mata Atlântica na época. Hoje, além da memória de nossa história, pode representar um dia de alerta, de lembrar a importância dessa conservação. E que esse alerta e esse dia permaneçam-na vida e na consciência de todos os brasileiros!

É importante que se defenda a sobrevivência da Mata Atlântica pela sua importância ecológica, econômica e social: pela preservação das espécies, proteção dos recursos hidrícos, do clima, e das atividades dos seus habitantes. 

O Ítaca desenvolve, junto aos alunos, vários estudos sobre os biomas brasileiros, dentre os quais a Mata. E, em diversas turmas, ela é sempre protagonista de estudos do meio, viagens a campo. Entre outras ações, especialmente as governamentais, acreditamos ser esse conhecimento e consequente conscientização o caminho para a sua preservação.

A MATA ATLÂNTICA É AQUI

Existe Mata Atlântica na sua cidade? Você pode descobrir de forma rápida e interativa no site www.aquitemmata.org.br. Basta informar o nome do município e a ferramenta realiza uma busca e retorna com dados e infográficos sobre as áreas de florestas, mangues, restingas e bacias hidrográficas associados à Mata Atlântica na região.

(*) Fonte: Atlas da Mata Atlântica 2019, elaborado pela SOS Mata Atlântica, em parceria com o Inpe.



REFERÊNCIAS:
https://www.icmbio.gov.br/portal/
http://www.reynaldovelloso.com.br/blog-post/dia-da-mata-atlantica/
https://g1.globo.com/natureza/noticia/2020/05/27/desmatamento-na-mata-atlantica-cresceu-27percent-entre-2018-e-2019-aponta-relatorio.ghtml
https://www.wwf.org.br/informacoes/?uNewsID=76362
http://cienciaviva.org.br/index.php/evento/dia-nacional-da-mata-atlantica/
http://www.espacociencia.pe.gov.br/?p=16372

 

postado sob 2020, arte
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“Jamais, em toda a vida, esquecerei a tua presença. Me acolheste destroçada e me devolveste inteira, íntegra”.
Frida Kahlo


Quando nos aprofundamos na obra da artista plástica Frida Kahlo e conhecemos a sua casa, descobrimos a forte relação entre uma e outra: seu universo criativo se encontra na Casa Azul, lugar em que nasceu e morreu. Mesmo tendo vivido em diversos outros lugares, tanto na Cidade do México como no exterior, depois de casar com Diego Rivera, Frida sempre regressava à sua casa, no bairro de Coyoacán.

Localizada em um dos bairros mais bonitos e antigos da Cidade do México, a Casa Azul foi transformada em Museu em 1958, quatro anos despois da morte da pintora. Hoje, a Casa Azul Museo Frida Kahlo é um dos museus mais concorridos da capital mexicana, e alí os objetos pessoais revelam o universo íntimo de Frida e onde se encontram algumas das obras importantes da artista: Viva la Vida (1954), Frida e a cesárea (1931), Retrato do meu pai Wilhem Kahlo (1952), entre outras. 

FRIDA KAHLO (MAGDALENA CARMEN FRIDA KAHLO CALDERÓN) nasceu em 6 de julho de 1907 na Cidade do México, e viveu na Casa Azul, que foi propriedade de seus pais desde 1904. Seu pai Wilhelm (Guillermo) Kahlo, era de ascendência húngaro-alemã e sua mãe, Matilde Calderón, era originária de Oaxaca, México. 

Frida foi a terceira de quatro filhas. Tinha a perna direita mais curta, seqüela da poliomielite que teve aos 6 anos de idade. Realizou seus estudos na Escuela Nacional Preparatoria, onde mostrou-se uma estudante inquieta e tenaz.

Aos 18 anos, em 17 de setembro de 1925, Frida sofreu um trágico acidente: o ônibus no qual viajava foi abalroado por um bonde. As consequências para ela foram graves: fratura de vários ossos e lesão da espinha dorsal, tudo isso agravado já pela sequela da poliomielite, que tivera aos 6 anos de idade e lhe deixou a perna direita mais curta. Devido à imobilidade à qual foi submetida por vários meses, Frida começou a pintar. Então, estabeleceu ligações com vários artistas, entre eles a fotógrafa Tina Modotti e o então já reconhecido artista Diego Rivera, com quem viria a se casar.

Esse período de criação intensa e contatos com artistas, introduziu assuntos importantes em sua pintura, como os temas indígenas e feministas. Sua obra é, hoje, muito valorizada e faz parte das mais prestigiosas coleções internacionais de arte.

Agora, a Casa Azul ganhou uma versão virtual interativa, e pode ser visitada online.
Faça uma  visita virtual, e saiba mais sobre esta importante artista latino-americana do século XX, no site do museu.

Referências:
https://www.museofridakahlo.org.mx/es/
https://siviaggia.it/notizie/frida-kahlo-tour-virtuale-casa-azul/285956/
https://www.yellowtrace.com.au/frida-kahlo-casa-azul-coyoacan-mexico/
https://correiobraziliense.lugarcerto.com.br/app/galeria-de-fotos/2015/03/24/interna_galeriadefotos,274/casa-azul-frida-kahlo.shtml
https://brasilescola.uol.com.br/biografia/frida-kahlo.htm

postado sob 2020, EF1, EF2, EM, Ítaca, Português

É a primeira vez que a UNESCO toma uma decisão dessas em relação a um idioma que não é uma de suas línguas oficiais

A Unesco ratificou o dia 5 de maio como Dia Mundial da Língua Portuguesa. A decisão foi tomada no dia 25/12/2019, na sede da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), em Paris, na reunião do seu conselho executivo.

Todos os países lusófonos se uniram para levar essa proposta à Organização, e receberam o apoio de países como Argentina, Chile, Geórgia, Luxemburgo ou Uruguai, levando a proposta a ser aprovada por unanimidade.

O primeiro-ministro português, Antônio Costa, presente na reunião, declarou: "É um passo muito importante para as 260 milhões de pessoas que têm o português com língua oficial e que é hoje a língua mais falada no hemisfério Sul".

Antônio Costa realçou que a língua portuguesa vai ter "um forte crescimento". Segundo ele, no final do século 500 milhões de pessoas vão falar o idioma.

Sobre o reconhecimento da Unesco do 5 de maio como dia oficial da língua portuguesa, o primeiro-ministro disse tratar-se de algo "muito importante porque é o reconhecimento desta dimensão global numa língua que é falada oficialmente em nove países, em quatro continentes e que é a quinta língua mais utilizada no espaço da internet".

Acesse a Frente Cultural de Apoio ao Dia Mundial da Língua Portuguesa:
https://bit.ly/2W6taC1

Veja os depoimentos, sobre a língua portuguesa, e contribua com o seu, no Flipgrid:
http://flipgrid.com/dmlp

E veja aqui o mapa dos depoimentos:
https://bit.ly/35v1wS0

Referências:
• http://museudalinguaportuguesa.org.br/dia-da-lingua-portuguesa-com-programacao-virtual/
• https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2019-11/unesco-estabelece-o-dia-mundial-da-lingua-portuguesa
• https://observador.pt/2019/10/17/unesco-aprova-dia-mundial-da-lingua-portuguesa/
• https://epocanegocios.globo.com/Mundo/noticia/2019/11/unesco-estabelece-o-dia-mundial-da-lingua-portuguesa.html

postado sob 2020, corpo, EF2, EM
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Camila Cohen, nossa professora de dança, gravou uma nova série de exercícios.
Uma ótima atividade para ativar e soltar o corpo!

(Conteúdo de acesso restrito, através de login)

postado sob 2020, arte, EF1, EF2

Tudo o que você precisa é algumas dessas coisas:

• tesoura
• cola
• papel ou cartão (pode até ser de embalagem)
• giz de cera, guache, canetinhas, giz pastel...
• linha de bordar e agulha (se for bordar)

e Folhas - secas é melhor, mas podem ser verdes para algumas das atividades.
Dica: se tiver folhas na geladeira, que estiverem feinhas para comer, aproveite! Couve, por exemplo, pode virar uma cobra de recorte (Veja em “colagens com folhas”, adiante).

Se você não tem folhas, você pode criá-las!
Veja como:
Desenhe folhas de vários formatos numa folha de papel qualquer e depois recorte. Pode fazer com papeis de cores diferentes

Pintando as folhas

Existem várias maneiras de pintar as folhas e com diversos materiais: tinta guache, canetinhas (aquelas canetas corretivas brancas são ótimas para isso e as canetinhas pretas ou outras mais escuras também).

Pintando e colando

Mesclar desenho e pintura das folhas com colagens pode dar resultados surpreendentes e divertidos.

Carimbando com folhas

Você vai precisar de tinta guache ou acrílica (mais grossa, sem diluir), pincel e uma folha branca ou colorida, onde você vai imprimir a sua imagem, como nos exemplos abaixo.

Pode aproveitar e desenhar por cima, depois de seco.

Folhas como máscaras para pintura

Com o mesmo material da pintura aí de cima, agora você usa as folhas como máscaras para pintura. Pode sobrepor umas às outras, que fica ótimo!

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Recortes e colagens com folhas - uns simples, outros mais complicados

Escolha várias folhas e até flores, melhor ainda se tiverem formas e cores diferentes.

Escolha um papel ou cartão para base da sua colagem, use tesoura para mudar formas e cole. Pode misturar com colagens de papel,se quiser.

Folhas de comida, como couve, por exemplo, também servem (veja a cobra!).

 

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Dá também para testar outras coisas como, por exemplo, massinha!

postado sob 2020, corpo, dança, saúde
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Camila Cohen, nossa professora de dança e teatro, preparou um vídeo de alongamento e mobilidade articular para que vocês possam fazer em casa.

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postado sob 2020, cultura, saúde
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Diante de uma Praça São Pedro completamente vazia, na sexta-feira, 27 de março, o Papa Francisco realizou uma oração especial pelo fim da pandemia do novo coronavírus. O evento foi difundido mundialmente por meio dos meios de comunicação, marcando um momento de isolamento físico e reflexão sobre toda a humanidade, sem distinção social, cultural, religiosa ou de gênero.

A  Covid-19 (provocada pelo SARS – CoV-19)  mudou, além do cotidiano das pessoas, muitas práticas e tradições  religiosas que também tiveram, naturalmente, que se adaptar às limitações para conter a propagação da doença. 

Nesta época, especialmente, ritos de Páscoa, Pessach e Ramadã —respeitados e celebrados por cristãos, judeus e muçulmanos, entre outros —  precisaram ser suspensos ou flexibilizados, recorrendo-se, inclusive, a recursos tecnológicos para a realização a distância de cultos e encontros familiares de celebração, como, por exemplo, o Zoom, Skype, Meet ou Hangout – todos permitem reuniões on-line, com imagem e voz dos participantes.

Outro exemplo das alterações necessárias foi a reformulação dos serviços da Semana Santa – parte dos rituais cristãos - sem presença de peregrinos em Roma ou Jerusalém. 

O Seder – jantar cerimonial judaico em que se recorda a história do Êxodo e a libertação do povo de Israel – este ano abril o Pessach em 8 de abril, em grupos de familiares que habitam a mesma casa, alguns conectando-se por aplicativos com outros membros da família.

No dia 23 será a vez de os muçulmanos iniciarem o Ramadã, mês de reflexão e oração. A pandemia fechou mesquitas e certamente vai impor a quebra do jejum sem reuniões de famílias e amigos. 

Os cristãos

Ritos cristãos nos dias que antecedem a Páscoa, data que marca a Ressurreição de Cristo, também serão adaptados. A Via-Sacra, procissão da Sexta-Feira Santa, que ocorre habitualmente nos arredores do Coliseu, em Roma, acontecerá este ano na Praça de São Pedro sem fiéis. Assim também a Urbi et Orbi, bênção concedida pelo Papa no domingo de Páscoa. 

O Vaticano emitiu ainda diretrizes para que párocos e bispos em regiões sob quarentena adiem liturgias que podem ser postergadas e celebrem missas sem que os fiéis estejam fisicamente presentes. Os sacerdotes deverão informar o horário das celebrações para que as pessoas possam se unir em oração de suas casas. Transmissões ao vivo pela televisão e pela internet também serão adotadas por diversas dioceses que fecharam temporariamente suas portas.

Em Israel, as procissões foram canceladas na Terra Santa, e as missas deverão acontecer a portas fechadas, e transmitidas aos fiéis.

Os judeus

Em Israel, todos os judeus comemoraram o Pessach em casa, para evitar a propagação da doença. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu determinou o bloqueio geral no país até sábado às 19h. Quem sair, será parado pela polícia. 

A proibição visa a evitar aglomerações em sinagogas e jantares de família, a imagem mais simbólica desta festa. O governo enfrenta a resistência nas comunidades de ultraortodoxos, nas quais a incidência da doença é maior, por desafiarem o isolamento social. 

O uso de ferramentas tecnológicas para tais datas - como o Pessach, que começou em 8 de abril, indo até o dia 16 -  gera reação de alguns religiosos porque, durante os dois primeiros e os dois últimos dias da Páscoa judaica, que marca a libertação dos hebreus da escravidão no Egito, muitos judeus ortodoxos não usam eletricidade. Além disso, há restrições alimentares que também são dificultadas neste momento em que as escolhas são mais limitadas.

Apesar de o rabino-chefe de Israel se opor a essa opção, diversos rabinos seculares aderiram à transmissão de jantares via ferramentas de videoconferência. 

Os muçulmanos

Marcando um tempo de renovação da fé, da prática da caridade, de vivência da fraternidade e dos valores da vida familiar, no Ramadã,  que em 2020 vai acontecer entre 23 de abril e 24 de maio –  o jejum é observado durante todo o mês, da alvorada ao pôr-do-sol. Esse mês normalmente marca a frequência mais assídua à mesquita, para reverenciar Alá, uma vez que além das cinco orações diárias (salá), durante esse mês sagrado recita-se uma oração especial chamada Taraweeh , que é a oração noturna.

Na terça-feira, 7/4, o Egito tornou-se o primeiro país árabe a anunciar a suspensão de todas as atividades coletivas para o mês sagrado. As mesquitas do país deverão ficar fechadas até que não sejam confirmados mais casos do novo coronavírus no país, e as tradicionais refeições comunitárias serão suspensas durante o mês. O I’tikaf, quando muitos muçulmanos passam os últimos 10 dias do Ramadã em contemplação nas mesquitas, também não acontecerá

Da mesma forma, a Mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém antiga – o terceiro local mais sagrado para os muçulmanos –, fechou o local para os fiéis, seguindo as orientações de Israe, e ainda não se sabe se a abrirá perto do começo do Ramadã.

Na Cisjordânia, seguindo as orientações da Organização Mundial de Saúde, todas as mesquitas e igrejas estão fechadas, assim como na Faixa de Gaza.

A renovação coletiva

“Há semanas, parece que a tarde caiu. Densas trevas cobriram as nossas praças, ruas e cidades; apoderaram-se das nossas vidas, enchendo tudo de um silêncio ensurdecedor e de um vazio desolador… Nos vimos amedrontados e perdidos.”
Estamos todos no mesmo barco, disse o Papa, durante a “Oração pela Humanidade”, em 27/03,

Por um lado, todos nos sentimos como descreve o Papa; por outro, essa é época de celebrações que representam sacrifício e renovação nessas três religiões. A pandemia certamente reforça este significado, para muito além delas, para toda a humanidade.

Veja também, notícias sobre essas festividades, em nosso site
https://itaca.com.br/noticias/post/pascoa-coelhos-ovosde-onde-vem-tudo-isso
https://itaca.com.br/noticias/post/pessach-e-pascoa-qual-a-diferenca
https://itaca.com.br/noticias/post/pessach-pascoa-
https://itaca.com.br/noticias/post/pascoa-pessach

Guia produzido pelo Governo do Estado de SP:
Guia da quarentena

Referências:
https://g1.globo.com/mundo/blog/sandra-cohen/post/2020/04/08/pessach-pascoa-e-ramada-mediante-o-isolamento.ghtml
https://www.france24.com/en/20200409-judaism-religion-passover-pesah-paque-juive-benjamin-netanyahu-israel
https://www.france24.com/en/20200409-focus-passover-easter-ramadan-worship-in-a-time-of-lockdown
https://www.washingtonpost.com/religion/2020/04/03/easter-passover-ramadan-religious-coronavirus-closures/
http://www.rfi.fr/br/mundo/20200331-páscoa-e-outras-celebrações-religiosas-serão-limitadas-na-terra-santa-por-causa-do-coronav%C3%ADrus
https://oglobo.globo.com/mundo/rituais-de-pascoa-pessach-ramada-se-adaptam-covid-19-1-24361745
https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2020-03/papa-francisco-coronavirus-bencao-urbi-et-orbi.html
https://gulfnews.com/uae/covid-19-ramadan-eid-dates-in-2020-1.1586521127223
https://cidadeverde.com/coronavirus/104959/papa-faz-oracao-pelo-fim-da-pandemia-de-coronavirus-em-praca-sao-pedro-vazia
https://noticias.r7.com/internacional/por-pandemia-egito-suspende-atividades-publicas-para-o-ramada-07042020
https://piaui.folha.uol.com.br/pao-azimo-e-um-computador/

postado sob 2020, ciências, química
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Os Elementos: uma Exploração Visual dos Átomos Conhecidos no Universo

O livro de Theodore Gray, lançado em 2011 no Brasil pela editora Blucher (traduzido pelo professor Henrique Eisi Toma, do Instituto de Química da Universidade de São Paulo), voltou à tona no ano passado, quando a tabela periódica completou 150 anos da publicação de sua primeira versão.

Em dezembro de 2017, a Organização das Nações Unidas declarou o ano de 2019 como o Ano Internacional da Tabela Periódica, em reconhecimento à importância da crescente constatação global de como a Química promove o desenvolvimento sustentável e fornece soluções para os desafios globais nos campos da energia, educação, agricultura e saúde.

Em 1869, o químico Dmitri Mendeleev publicou a primeira versão amplamente reconhecida da tabela. Desde então, essa tabela tem sido expandida e refinada com a descoberta ou sínteses de novos elementos e o desenvolvimento de modelos teóricos para explicar o comportamento químico.

Antes dele, em 1789, Antoine Lavoisier publicou uma lista de 33 elementos químicos, agrupando os elementos em substâncias simples, metálicas, não metálicas e salificáveis ou terrosas. Outros químicos passaram o século seguinte identificando relações entre pequenos grupos de elementos, tentando elaborar uma construção mais precisa, mas não havia ainda um esquema capaz de abranger todos eles.

A fabulosa coleção de elementos químicos
Theodore Gray é dono de uma coleção de milhares de amostras, peças e produtos; ele reuniu seu vasto conhecimento em um fabuloso acervo de imagens para compor um livro-aplicativo, também disponível no formato app pela plataforma da Apple.

A obra  “Os elementos” apresenta de forma lúdica a tabela periódica tal qual a conhecemos hoje, com ótima qualidade de imagens de seus 118 elementos. São apresentadas as características e propriedades físicas e químicas, e suas aplicações. Apesar de curtos, os textos possuem conteúdos consistentes, segundo resenha do Jornal do Conselho Regional de Química da IV Região. Cada elemento é acompanhado de um texto com sua história, ano e local de descobrimento e fatos fascinantes.

Ao longo do livro, há considerações sobre o possível papel benéfico ou danoso que os elementos – e suas substâncias – podem ter no organismo humano e na natureza. Há, por exemplo, diversos alertas sobre determinados suplementos alimentares que prometem benefícios não comprovados, alguns dos quais até perigosos.
Porém Gray não aborda só aplicações cotidianas dos elementos e suas substâncias, mas apresenta também aspectos menos conhecidos da ciência dos materiais.

Alguns textos que acompanham os elementos químicos:
 
Flúor: “O flúor está entre os mais reativos de todos os elementos. Passe uma corrente de flúor gasoso em praticamente qualquer coisa e ela irromperá em chamas. Isso inclui coisas que não são normalmente consideradas inflamáveis, até o vidro.”

Potássio: “Bananas radioativas! Ao menos é assim que a manchete seria lida se o repórter tivesse apenas a metade dos fatos. A verdade é que virtualmente tudo o que você come é radioativo, as bananas são apenas um pouco mais. Bananas são ricas no importante nutriente potássio, e por volta de um centésimo de 1% dos átomos de potássio são do isótopo radioativo 40K.”

Para quem domina o inglês, é recomendável que leia no original, pois Gray utiliza-se de vários trocadilhos, que se perdem um tanto na tradução.
Se você optar por adquirir a obra no formato de aplicativo, há ainda a possibilidade de interagir com grande parte das imagens – rotacionando o objeto registrado para vê-lo melhor.

Onde comprar a versão digital:
https://apps.apple.com/br/app/os-elementos-por-theodore-gray/id364147847

Algumas referências:
http://cienciahoje.org.br/artigo/na-estante-356/
https://www.tabelaperiodica.org/the-elements-livro-de-theodore-gray/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Tabela_periódica

 

 

 

postado sob 2020, arte, exposição

Saída Livre de História da Arte (com o professor Renato Izabela e alunos do 3º EM) é já tradicional no Ítaca e ocorreu no último sábado, dia 7: um roteiro de Arte Contemporânea, Arte Popular, e Arte Pública que propõe a aproximação com o conteúdo de História da Arte do Ensino Médio do Colégio e sintetiza de forma experimental o que foi apresentado nesse curso formal em sala.

 As sequências das visitações (ver roteiro abaixo) tornaram possível, também, a aproximação com artistas da cena atual da Arte Pública ou Arte Urbana (grafite), o que permitiu a contextualização dos trabalhos vistos, por exemplo, nos becos da Vila Madalena.

Essa experiência também faz sentido no aprimoramento do vínculo professor-aluno e certamente facilita o conhecimento, em situações próximas da ludicidade, tornando o aprendizado mais atraente.

Roteiro

 

1) Exposição Murakami por Murakami (Instituto Tomie Ohtake)

2) Mariana Palma, Exposição Lumina (Instituto Tomie Ohtake)

3) Exposição Lindo Sonho Delirante (Galeria Estação)

4) Lanche/Almoço em estabelecimento da região 

5) Ateliê do artista Prozac (grafiteiro)

6) Beco do Batman (Arte Pública)

7) Oficina de Agosto (Arte Popular de Minas Gerais)

 

 

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postado sob 2020, EF2, esporte

Felipe dos Santos Oliveira é aluno do 8° ano e joga futsal desde os 8 anos pela equipe de Taboão da Serra – Tabuca Jr.

No ano passado, ele participou de seu primeiro campeonato estadual, e seu time ficou em 1º lugar na série prata da 1ª divisão, categoria sub-14. Antes disso, eles foram campeões da Copa Lausane, um torneio de pré-temporada. Felipe marcou 10 gols no campeonato, ficando em 6º lugar na artilharia. 

Em dezembro, eles participaram da Copa do Brasil, conquistando também o primeiro lugar na categoria sub-15. Foram 7 jogos, com 5 vitórias, 1 empate e apenas 1 derrota. Dos 17 gols do seu time, 4 foram dele, sendo 2 na final contra a forte equipe do Comercial de Lorena, ganhando por 5x0 e garantindo o título.

Felipe estuda no Ítaca desde 2012 e sempre praticou muitos tipos de esportes, sendo seus preferidos o futebol e a capoeira, que pratica desde os 4 anos de idade.                                            

Nas palavras de Felipe, “a Copa do Brasil foi a minha maior conquista no esporte, e a sensação de ter participado de um campeonato desse porte é inexplicável”.

Parabéns pelos títulos, Felipe!! Esperamos que o esporte siga forte em sua vida!

postado sob 2020, exposição, história
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A mostra estará de 19 de fevereiro a 11 de maio no Centro Cultural Banco do Brasil, com entrada grátis.

O curador da exposição, Pieter Tjabbes explica que as peças são originárias do Museu de Turim, na Itália, o segundo maior acervo do mundo relacionado ao Egito antigo – atrás apenas do Museu do Cairo.

São 140 peças que mostram como era o dia a dia dos egípcios, sua relação com a religião e com a crença na vida após a morte. A preocupação de garantir uma boa vida pós-morte fazia com que os mais ricos abastecessem as próprias tumbas, e com muita fartura de comida, artefatos, meios de transporte e outras riquezas.

A múmia em exposição é de uma mulher provavelmente muito rica, diz o curador, explicando que os processos de mumificação eram diferenciados em qualidade e preço. Essa múmia foi tratada com técnicas primorosas, muito custosas na época.

A sociedade egípcia de então, como hoje, era dividida em várias classes sociais, e a agricultura era importantíssima para a sobrevivência social. O agricultor era obrigado não só a pagar impostos para os governantes, gerando riquezas, como também a trabalhar nas obras públicas, que também contavam com mão de obra escrava. 

A exposição mostra, além de peças da época, maquetes grandes de pirâmide, filmes sobre monumentos e construções em 3D, de forma lúdica ajudando a compreender como era o Egito antigo.

A entrada é grátis, mas, para evitar filas, o interessado em ver a exposição precisa agendar o horário de visitação pelo site http://bit.ly/EgitoNoCCBBSP.

A exposição Egito Antigo: Do Cotidiano à Eternidade ficará em cartaz de 19 de fevereiro a 11 de maio, todos os dias, exceto às terças-feiras, das 9 às 21 horas, no Centro Cultural Banco do Brasil (Rua Álvares Penteado, 112, Centro, em São Paulo, próximo à estação São Bento do Metrô). 

Referências e entrevista com o curador:
https://jornal.usp.br/cultura/exposicao-vai-mostrar-mumia-egipcia-de-3-500-anos/
https://catracalivre.com.br/agenda/exposicao-egito-antigo-ccbb-rio-de-janeiro/
https://www.facebook.com/ccbbsp/videos/219630139215602/
https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/o-que-fazer-no-rio-de-janeiro/noticia/2019/10/12/o-ccbb-faz-30-anos-e-mostra-no-programao-que-o-egito-e-aqui.ghtml

postado sob 2020, arte, EM

Já é uma tradição: todo ano, o professor Renato Izabela fecha seu curso de História da Arte do Ensino Médio propondo aos alunos do 3º EM do Ítaca um grande grafite em alguns muros do Colégio.

A turma discute, decide, planeja. E a obra se inicia. Coletiva em uns momentos; individual em outros

Na verdade, além de um trabalho de criação e integração bem como de ocupação de um espaço da escola, é uma proposta atrelada ao final do curso de 3 anos, momento em que se estuda o início dessa manifestação artística em Nova Iorque, com Basquiat; o grafite no Brasil, com Alex Vallauri, e o caminhos dessa arte desde o grupo Tupi Não Dá (anos 80) até os hoje consagrados Os Gêmeos, Zezão, Prozac, Ciro Seu, entre outros.

O bônus é a turma deixar sua marca e sua despedida por um ano inteiro  nos muros do Colégio (até a próxima turma se formar). Efêmera sim, mas expressiva, rica e significativa ...

Vejam algumas imagens da turma de 2019!

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“O segredo da vida é o solo, porque do solo dependem as plantas, a água, o clima e nossa vida. Tudo está interligado. Não existe ser humano sadio se o solo não for sadio e as plantas, nutridas”

A afirmação, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, é de Ana Maria Primavesi, austríaca de nascimento, que adotou o Brasil há mais de 70 anos.

Ana, considerada pioneira da agroecologia no Brasil, faleceu no dia 05/01/2020. Nascida em 3/10/1920, foi criada no campo e formou-se engenheira agrônoma em seu país de nascimento. Durante a Segunda Guerra Mundial,  emigrou para o Brasil com seu marido Artur Primavesi, e  vivendo em diversos lugares, entre eles Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul. 

Ao longo da carreira, Ana Maria acumulou uma extensa produção de textos técnicos e artigos científicos, além de colaborações com a imprensa: publicou 94 artigos científicos no Brasil e em revistas internacionais, escreveu 11 livros e colaborou em inúmeras outras publicações.

Seu trabalho de maior influência é o livro Manejo Ecológico do Solo, lançado em 2002, que revolucionou a agricultura ecológica tropical na América Latina. Nesta obra, salienta a importância de restabelecer o equilíbrio entre o solo, organismos do solo, plantas, animais e seres humanos. 

Pelo seu extenso conhecimento, talento para inspirar pessoas, ideias inovadoras, ações decisivas e explicações espirituosas, Ana teve enorme influência no movimento orgânico da América Latina e,portanto, pertence aos pioneiros globais da agricultura orgânica.

Foi cofundadora de várias organizações como a AAO (Associação de Agricultura Orgânica) e do MAELA (Movimiento Agroecológico Latinoamericano) e desempenhou um papel fundamental na construção da International Federation of Organic Agriculture Movements (IFOAM) na América Latina. Recebeu inúmeros prêmios, e foi a primeira brasileira a receber, em 2012, o One World Award, principal título de agricultura orgânica mundial, conferido pelo IFOAM. O prêmio do MAELA, concedido a cada dois anos, tem seu nome – Ana Primavesi Award.

Ana dedicou a vida a ensinar como é possível aliar a produção de alimentos à conservação do meio ambiente, nunca se esquecendo do pequeno produtor e de suas necessidades.

Quem quiser conhecer um pouco mais do trabalho de Ana Maria Primavesi pode acessar o site dedicado à obra da agrônoma, elaborado por Virginia Mendonça Knabben. Ao falar sobre os 98 anos de sua biografada, Virginia a definiu como “a primeira mulher a afirmar, em um meio exclusivamente masculino, que o solo tem vida.” É “aquela que nos aproximou de nós mesmos pela origem de tudo, a terra, e integrou saberes”.

O seu legado, no sentido de estimular uma agricultura saudável, sistêmica, cuidando da saúde e da vida do solo, terá continuidade pelas mãos de seus filhos, Carin e Odo Primavesi, além de lavradores, pesquisadores, engenheiros agrônomos, técnicos agrícolas, professores e ativistas da agroecologia, inspirados em seus conhecimentos.

Referências:
https://emais.estadao.com.br/blogs/alimentos-organicos/ana-maria-primavesi-virou-semente-em-solo-vivo/
https://razoesparaacreditar.com/brasileira-premio-agricultura-organica/
https://anamariaprimavesi.com.br
https://revistagloborural.globo.com/Noticias/Cultura/noticia/2019/10/ana-primavesi-tem-producao-reunida-em-site.html
http://aao.org.br/aao/ana-primavesi.php
https://www.facebook.com/anamariaprimavesi/

 

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