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postado sob 2022, EF2, Literatura
FOTO REPRODUÇÃO FJS

Comemorar o centenário de José Saramago é celebrar a Língua Portuguesa. A leitura de sua obra é um mergulho nas metáforas em prosa e também um convite a desvendar aquilo que parece óbvio.

Em "O conto da ilha desconhecida", obra que guia a exposição saramaguiana no Museu da Língua Portuguesa e que faz parte do programa de leitura dos alunos do 8º ano do Ítaca, temos um homem que vai à porta da casa de um rei e pede um barco para ir em busca de uma ilha desconhecida.  Aparentemente, trata-se de uma história comum, mas, durante a leitura da narrativa, o leitor vai percebendo as metáforas escondidas em palavras que pareciam simples. Que ilha é essa? Que barco é esse? Que porta é essa? 

Ir em busca da ilha é ir em busca dos símbolos, dos significados, das palavras de Saramago, autor responsável pela disseminação e pelo reconhecimento da grandiosidade da prosa em língua portuguesa no mundo.

Veja detalhes da exposição AQUI.

REFERÊNCIAS:
 https://www.josesaramago.org/centenario/
https://www.publico.pt/2022/05/06/culturaipsilon/noticia/estar-brasil-comemorar-saramago-lingua-portuguesa-acto-amor-2005124

Ocupação José Saramago
Entre maio e junho
Grátis
Saguão B do Museu da Língua Portuguesa 

Legados Saramaguianos
Entre maio e novembro 

Museu da Língua Portuguesa
Praça da Luz s/n – Luz – São Paulo 
De terça a domingo, das 9h às 16h30 (permanência até as 18h) 
R$ 20 (inteira), R$ 10 (meia) 
Grátis aos sábados 
Grátis para crianças até 7 anos 
Ingressos na bilheteria e pela internet


 

postado sob 2022, cinema, EF2
Pedro Lima, editor de som do filme
+1

No dia 02 de abril, sábado, realizamos mais uma linda sessão do projeto “Cinema com Professor”, em que assistimos ao filme Abe (Fernando Andrade, 2021). A obra trata da relação de um adolescente novaiorquino, filho de mãe judia e pai muçulmano, descendentes de israelenses e palestinos, com a comida. Abe conhece um chef de cozinha brasileiro, que o ajuda a perceber como a mistura e a complexidade de sua formação pessoal podem ser retratadas em sua cozinha e, em sentido inverso, como seus pratos o auxiliam a entender a complexa relação familiar que ele vive. 

Para a sessão, foram convidados os alunos de 8º e 9º anos, e também tivemos a participação especial do Pedro Lima, editor de som do filme e pai da Isabel, aluna do 8º ano. A discussão foi muito interessante e rica, e Pedro trouxe um pouco mais de sua experiência em pós produção e no trabalho com cinema, o que despertou muito interesse em nossos estudantes. Os professores também participaram, mediando e levantando outras questões, promovendo, assim, ótimas discussões entre todos, pais e mães, convidado, professores e estudantes.

Até a próxima sessão!

 

postado sob 2022, cultura, EF2
+5

No início do 7⁰ ano, nossos alunos e alunas se perguntam o que sabem sobre o continente africano e depois comparam o que disseram com diferentes fontes de informação: jornais internacionais, filmes, conteúdo de livros, entre outros. De acordo com essa pesquisa, a África é apenas um continente de  miséria, fome, tragédias, conflitos, grandes mamíferos e safaris. 

Essa investigação trouxe uma grave descoberta: carregamos e perpetuamos uma história estereotipada da África que pouco diz sobre esse continente, minimizando a existência de interesses profundos e diversificados sobre esse imenso território, berço de nossa espécie. 

Pouco sabemos sobre as culturas, as histórias e os modos de vida dos mais de 50 países africanos e temos muitas heranças e presenças da África em nosso cotidiano.  

Chocados com tal descoberta, os 7°s anos de 2022 se envolveram em uma intensa pesquisa sobre alguns desses países, com o objetivo de romper com esse circuito de informações estereotipadas. Se você também quer quebrar as histórias únicas, como denuncia a escritora Chimamanda Ngozi Adichie em seu TEDx "Os perigos da história única", veja os trabalhos desses alunos, AQUI.

postado sob 2022, EM, vestibular

 

 

ENSINO MÉDIO: FORMAÇÃO INTEGRAL OU PREPARAÇÃO PARA O VESTIBULAR? 
Por que não ter ambas?

Terminar o Ensino Médio, passar pela maratona de exames vestibulares e Enem e iniciar uma nova etapa da escolaridade, da vida e da realização dos sonhos... Todos os anos, no Ítaca, vivemos o prazer de partilhar esse percurso com nossas alunas e alunos, cada um a seu tempo e modo, sem perder de vista nossa proposta de formação cultural, acadêmica, crítica, leitora, analítica...

Inclusive em tempos de pandemia, em tempos de viver praticamente 1/3 ou 2/3 do curso em situação de ensino a distância ou híbrido. E agora, José? (com licença de Drummond), como seriam os resultados para os formandos e as formandas, nesse contexto?

Escrevo aqui justamente para contar do prazer de vivenciar a mesma seriedade e o mesmo excelente desempenho das turmas de 2020 e 2021, mesmo com as novas exigências da vida, nesses 2 últimos anos. E escrevo, inclusive, para registrar orgulhosos parabéns aos/às agora universitários/as e, também, àqueles/as que continuam na busca dessa realização (isso virá, meninos e meninas, não tenho um pingo de dúvida!).

Nossos altos índices de ingresso imediato nas universidades sempre giram em torno de 60% (e sem cursinho preparatório, na quase totalidade). Não foi diferente desta vez:  a turma de 2020, com 63% e a turma de 2021, com 68,4%.

Abaixo, os nomes e as carreiras de universitários e universitárias dessas duas últimas turmas (mas todos/as os/as formandos/as e formados/as sintam-se também homenageados/as). E mais: sua formação vai muito além dos exames de ingresso... Parabéns também à nossa equipe docente!!

E o que, além de tudo, também nos agrada sobremaneira: a diversidade de carreiras e a busca por universidades e faculdades de excelência em sua área.

Nossos afetuosos abraços a todos e todas e desejos de que tenham seus sonhos concretizados!

 

Mercedes Ferreira e equipe do Ítaca

postado sob 2022, cinema, EF2

Em 26/03, sábado, realizamos o primeiro Cinema com Professor de 2022. Para o evento, foi escolhida a obra "O menino e o mundo" (de Alê Abreu, 2014), tendo como público-alvo os alunos de 5ºs, 6ºs e 7ºs anos e suas famílias. 

A animação trata da relação de um menino e de seus familiares com as mudanças, ao saírem do campo e passarem a viver na cidade, tendo que lidar com as dificuldades dessa nova realidade. Por meio de uma linguagem lúdica, a obra não apresenta falas e seu desenho é bidimensional, fugindo do modelo apresentado pelas atuais grandes produções cinematográficas. 

Para enriquecer a discussão, o convidado do dia foi Pedro Lima, editor de som da animação. No pós-filme, Pedro se apresentou, falou sobre seu trabalho, sobre o processo de produção do filme e mostrou alguns dos instrumentos que utiliza e utilizou para produzir a sonoplastia da obra. 

Os alunos fizeram perguntas sobre seu processo produtivo e seu trabalho de mixagem de som, e ele apresentou também suas experiências com instrumentos musicais. 

O evento foi muito importante para  a discussão de problemas enfrentados no meio urbano, como a pobreza, a precarização do trabalhador e as dificuldades de acesso aos recursos básicos. Além disso, foi bastante enriquecedora a oportunidade de conversar com um membro da produção, descobrindo elementos dos bastidores e aprendendo um pouco sobre produção de som no cinema. 

Pedro Lima, editor de som
Pedro Lima, editor de som
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postado sob 2022, EF2, EM
+6

 

Ah, meu cão desejado
tão preocupado em rosnar ladrar e latir
então esquece de morder devagar
esquece de saber curtir, dividir.

Elisa Lucinda, 1992


Pedimos licença, antes de tudo, à poeta, pelo uso de uma estrofe de seu poema, deslocada do contexto original, mas tão certeira hoje, tão atual, mesmo que em outras significações. Porém foi no contexto original que Fabiana Teixeira, no Ensino Médio, teve contato com a obra, que a fez “começar a sacar o mundo”, como ela nos contou.

Fabiana Teixeira de Souza trouxe a nós esse poema, quando esteve no Ítaca, no dia 17 último, para uma conversa instigante e muito reflexiva com nossos alunos e nossas alunas do 8º EF2 ao 3º EM. Aqui, a bacharel em Direito, especialista em mediação de conflitos, falou sobre conflitos, escuta, empatia, militância feminista, acolhimento e outros assuntos. E respondeu a perguntas, muitas perguntas.

Seu encontro – Mediação de conflitos: perspectivas sobre diálogo, violência e conflito – buscou estimular nos e nas adolescentes a atenção a si e ao outro, nesses tempos ainda nebulosos, da quase pós-pandemia.

E pudemos entender (ou relembrar) que as soluções para conflitos nem sempre são aquelas que achamos corretas, porque dependem do lugar de fala, do contexto, das pessoas envolvidas, entre outros.

E também lembramos (ou percebemos) que é preciso sempre fundamentar nossas proposições, e é preciso buscar clareza e alicerce. E é preciso empatia, pôr-se de verdade no lugar do outro. E é preciso entender (e praticar) que o espaço de acolhimento é um lugar sem julgamento, no qual a outra pessoa sabe que pode estar. 

É bom (é imprescindível) que possamos manter espaços de reflexão e ponderações e considerações como esse encontro. E que ele tenha sido gatilho para a ação, a atitude melhor para si e para o coletivo. Os tempos pedem isso mais do que nunca!

E, por isso, vai aqui nosso agradecimento à Fabiana e a todos e todas que cocriaram esse momento, como ouvintes, questionadores, interlocutores.

 

Arte e Português no 9º ano

Publicado em 1956, "Morte e Vida Severina", obra-prima do poeta pernambucano João Cabral de Melo Neto, classifica-se como um "poema dramático regionalista", que questiona os limites entre a prosa e a poesia e reflete as inovações propostas pelo autor na construção de seu texto. A obra apresenta, com muita verdade e lirismo, a vida dura do nordestino retirante, que sai de sua terra em busca de uma vida melhor. 

A partir da leitura e da análise do poema e tendo em vista a intenção de ilustrá-lo, os/as alunos/as do 9º ano produziram uma História em Quadrinhos, num projeto interdisciplinar que envolveu Artes e Língua Portuguesa.  Esteticamente, a HQ foi pensada num formato de pranchas numeradas, nas quais foram feitas as ilustrações e escritos os versos dessa narrativa poética. Posteriormente, essas pranchas foram acondicionadas numa caixa forrada com tecido, produzida especificamente com essa finalidade. Para ter acesso a essa belíssima produção coletiva de nossos/as estudantes, visite nossa biblioteca.

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postado sob 2022, arte, EF1
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O 4° ano do fundamental 1-alunos e alunas da professora Flávia Capeleto -iniciou uma pesquisa a partir da observação da natureza presente na escola. Atentos às diferentes formas, tamanhos e cores, entre outros aspectos, as crianças escolheram e registraram o que lhes despertou maior interesse. 

Os alunos e as alunas do 7º ano, na disciplina de Linguagem Audiovisual, exercitaram aprendizados a respeito da criação de histórias para cinema, em uma atividade individual que contemplou diversas habilidades. Após assistirem a uma animação que discutia como pequenas coisas da rotina podem ser capazes de transformar nossa relação com uma situação maior, foi proposto às turmas que refletissem sobre sua relação com o último ano vivido durante a pandemia, sobre quais os personagens fizeram parte desses momentos (sejam eles reais ou simbólicos de suas próprias experiências), assim como sobre os cenários onde passaram tais momentos importantes (esses cenários também podiam configurar mundos reais ou outros mundos, de suas imaginações, desde que houvesse relação com a realidade). 

A primeira etapa foi cada um/cada uma se visualizar como protagonista dessa narrativa, além de pensar em três outros participantes de sua história e em três locais por onde deveriam passar e, então, fazer a descrição desses itens. Logo após, fizeram a visualização dessas descrições, à mão, para depois criarem uma versão final desses rascunhos, em formato livre. 

Quanto aos cenários, muitos os desenharam; outros digitalizaram e renderizaram esses desenhos; outros, ainda, utilizaram softwares gratuitos de arquitetura e 3D, e alguns utilizaram seus jogos de videogame, como Minecraft e Fortnite. Sobre os personagens, as turmas também pensaram em variações de poses e expressões.

A última etapa consistiu em remover os fundos dos seus personagens, objetos e variações, para poderem montar a estrutura de seus storyboards, responsáveis por, finalmente, mostrar para todos suas pequenas histórias. 

Confira um apanhado do que foi cada etapa!

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postado sob 2022, arte, cultura, EF2, EM
Mario de Andrade
Oswald de Andrade
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Realizada no Theatro Municipal, em São Paulo, a Semana de Arte Moderna foi um marco na história da cidade, mas estendeu sua importância para muitas outras regiões do país e também foi resultado de escritores, intelectuais, artistas de vários lugares do Brasil, sendo considerada um divisor de águas na cultura brasileira. O evento - organizado por um grupo de intelectuais e  artistas  - declarou o rompimento com o tradicionalismo cultural associado a correntes literárias e artísticas anteriores.

A Semana nasceu no momento em que o mundo assistia ao fim de uma grande guerra e tudo se renovava nas estruturas mentais e políticas da sociedade. Durante três dias, contou com a participação dos maiores músicos, poetas, romancistas, pintores, escultores, intelectuais brasileiros daquela época, como Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Anita Malfatti, Menotti Del Picchia, Victor Brecheret, Heitor Villa-Lobos, Graça Aranha e Di Cavalcanti.

Realizado entre os dias 13 e 17 de fevereiro de 1922, o evento incluiu exposição com cerca de 100 obras, aberta diariamente no saguão do Theatro, além de três sessões lítero-musicais noturnas. Os artistas, influenciados pelas vanguardas europeias e pela renovação geral no panorama da arte ocidental resolveram apresentar suas produções ao grande público, buscando desconstruir, na arte brasileira, o conservadorismo vigente no cenário cultural da época.

Na realidade, essa renovação estética também dialogava com as vanguardas europeias (Cubismo, Futurismo, Surrealismo etc..), redefinindo a linguagem artística que se articulou a um forte interesse pelas questões nacionais e ganhou destaque a partir da década de 1930, quando os ideais de 1922 se difundiram e se normalizaram.

Mas também é preciso ressalvar que, apesar de o termo Modernismo remeter diretamente à produção realizada sob a égide de 1922 - na qual se incluem os nomes de Vicente do Rego MonteiroAntonio GomideJohn Graz e Zina Aita - a produção moderna no país deve ser pensada incluindo-se obras anteriores à década de 1920 - as de Eliseu Visconti e Castagneto, por exemplo -, e pesquisas que passaram ao largo da Semana, como as dos artistas ligados ao Grupo Santa Helena (Francisco ReboloAlfredo VolpiClóvis Graciano etc.).

E, ainda que o Modernismo no Brasil deva ser pensado a partir de suas expressões múltiplas - no Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco, entre outros -, a Semana de Arte Moderna é um fenômeno eminentemente urbano e paulista, conectado ao crescimento de São Paulo na década de 1920, à industrialização, à migração maciça de estrangeiros e à urbanização.

Por isso, em homenagem ao centenário desse evento e à sua importância, a cidade de São Paulo comemorará com programações diversas, que começam na quinta-feira (10/02/22) e se estenderá por todo o ano.

O Theatro Municipal, entre os dias 10 e 17 de fevereiro próximos, será cenário, por exemplo, de shows, saraus, expedições e diversas atividades, com apresentações de Orquestra Sinfônica Municipal, Coral Paulistano, Quarteto de Cordas e o Balé da Cidade.

Veja neste link.

Além disso, durante o ano, várias exposições e eventos acontecerão na cidade:

  • 13/01 a 20/12 – Exposição "Modernismo – destaques do acervo", na Pinacoteca, com 134 obras de artistas modernistas.
  • 10/02 a 31/03 – Exposição "O Atelier de Brecheret", no Museu Catavento, sobre a vida e a obra de Victor Brecheret.
  • 13/02 a 13/04 – Exposição "Pilares de 22", no Memorial da América Latina, com caricaturas de artistas brasileiros que influenciaram o Modernismo no restante da América Latina.
  • 25/02 a 30/06 – Exposição "Esse Extraordinário Mário de Andrade", no Museu Afro Brasil.
  • 13 a 17/02 – Projeção mapeada "100 anos de Modernismo / São Paulo celebra a Semana de 22", do Estúdio Bijari, na fachada do Palácio dos Bandeirantes.
  • 05/03 a 10/07 – Exposição imersiva e interativa "Portinari Para Todos", no MIS Experience.
  • 10/03 a 18/12 – Ciclo de concertos "Clássicos Modernistas", com a execução pela Osesp (Orquestra Sinfônica do estado de São Paulo), na Sala São Paulo, de 122 obras de compositores influenciados pelo Modernismo.
  • 16/04 a 12/06 – Exposição "A Arte Sacra dos Modernistas", no Museu de Arte Sacra de São Paulo, com bras de artistas modernistas criadas com temática da religiosidade e da fé.
  • 1ª quinzena de abril a julho – Exposição multimídia e interativa "100 Anos Modernos", no MIS, com curadoria de Marcello Dantas.
  • Sem data definida (expectativa é que aconteça em abril) – Inauguração da galeria multimídia do Museu Casa de Portinari, apresentando as obras do pintor, reunidas em seu Catálogo Raisonné.

 

Referências:

https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/o-que-fazer-em-sao-paulo/noticia/2022/02/07/theatro-municipal-tem-programacao-especial-celebrar-centenario-da-semana-de-arte-moderna-de-1922.ghtml

https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2022/02/como-a-semana-de-22-virou-vanguarda-oficial-depois-de-50-anos-esquecida.shtml

https://www.cultura.sp.gov.br/semana22/

https://enciclopedia.itaucultural.org.br/termo359/modernismo-no-brasil

 

 

postado sob 2022, cultura, EF2
+18

Durante o curso de Estudos Étnicos, os alunos  e as alunas do 6°ano do Ítaca abrem os corações, para ler contos sagrados indígenas que o escritor e ativista Daniel Munduruku organizou no livro "Vozes Ancestrais". Cada conto abre uma oportunidade para conhecerem um povo indígena do Brasil e mergulharem em um modo de ver a vida e o mundo completamente diferente do nosso.

Em 2021, os/as estudantes elaboraram um diário virtual de leitura da obra de Munduruku, usando a plataforma BookCreator, e se envolveram na confecção de seus diários virtuais, elaborando capa, sumário, ilustrações, textos de apresentação dos povos, sínteses e comentários sobre cada conto lido.

No nosso estudo de meio virtual pela Bacia do Rio Tapajós, o 6°ano do Ítaca conheceu Daniel Munduruku e teve uma conversa com ele sobre as vidas, as culturas e as lutas dos povos indígenas do Brasil, o que enriqueceu ainda mais a leitura de sua obra.

Essa atividade alonga e aprofunda a relação dos/das estudantes com os contos e povos indígenas que o autor nos apresenta em seu precioso livro. Ao desenhar, perfilar e comentar cada conto, cria-se um vínculo entre as histórias e esses e essas estudantes. Assim, as sabedorias do mundo indígena brasileiro se fazem mais presentes no olhar atento de jovens que passam a trazer a cosmovisão indígena para alguns assuntos e projetos da escola.

Além disso, tal projeto cria também muitos livros virtuais bonitos e criativos que valem a pena ser lidos e relidos. Veja aqui uma amostra do que nossos e nossas estudantes criaram nesse projeto.

 

postado sob 2022, EF1, EF2, Ítaca, teatro
Foto: João Caldas
Foto: João Caldas
Foto: João Caldas
Foto: João Caldas
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Camila Cohen, atriz e professora, leciona dança no EF2 e teatro no EF1 do Ítaca. E, neste mês, teremos o prazer de vê-la também nos palcos de São Paulo, na montagem de Momo e o Senhor do Tempo, de Michael Ende.

A obra foi adaptada para espetáculo teatral por Carla Candiotto, Aline Moreno e Victor. Carla também dirige o espetáculo: conhecida pela criatividade nas montagens e pela qualidade de suas produções no teatro infanto-juvenil, ela, inclusive, recebeu o Prêmio Governador do Estado, em 2015, pelo conjunto da sua obra. E, como explica, a escolha dessa peça surgiu da necessidade de discutir e refletir com crianças, jovens e seus familiares sobre o significado do tempo, atualmente. “Vivemos em uma época em que as pessoas vêm se esquecendo do que importa e têm se distanciado cada vez mais delas mesmas e de suas pessoas queridas”, comenta.

Na obra original, o autor cria a personagem Momo, menina órfã que aparece misteriosamente em uma cidade e vai morar nas ruínas de um antigo teatro abandonado. Ela ouve as pessoas, faz com que aprendam a ouvir e a valorizar as relações entre amigos, os encontros e as ideias diferentes, com empatia e atenção.

No elenco, Camila Cohen, Eric Oliveira, Ernani Sanchez, Fabricio Licursi e Victor Mendes.

Um programão!

SERVIÇO
Entrada gratuita.
Classificação indicativa: livre

15 e 16/01 - 16h / Teatro Alfredo Mesquita
- Avenida Santos Dumont, 1770 - Santana
Telefone: (11) 2221-3657
Capacidade 198 pessoas

22 e 23/01 - 16h / Teatro João Caetano - Rua Borges Lagoa, 650 - Vila Clementino
Telefones: (11) 5573-3774 / 5549-1744
Capacidade Total: 438 lugares

29 e 30/01 -  16h / Teatro Cacilda Becker - R. Tito, 295 -Lapa
Telefone: (11) 3864-4513
Capacidade: 198 pessoas

05, 06/02 - 16h / Teatro Arthur Azevedo - Av. Paes de Barros, 955 - Alto da Mooca
Telefone: (11) 2604-5558
Capacidade: 349 lugares

12 e 13/02 - 16h / Teatro Paulo Eiró - Av. Adolfo Pinheiro, nº 765 - Alto da Boa Vista – Santo Amaro
Telefones: (11) 5686-8440 / 5546-0449
Capacidade: 467 lugares

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