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E nasceu o Projeto Pirajussara, interdisciplinar (Biologia, Geografia, Química e História da Arte). O  1º EM, após breve questionário, foi em busca do passado e do presente dos rios paulistanos. 

O foco
As bacias hidrográficas próximas à escola, essencialmente a do Rio Pirajussara, nosso vizinho: dividida em 5 trechos, para 5 grupos de estudo. 

As maquetes e o perfil
Com uma carta topográfica de cada trecho e uma foto de satélite como referência, o cuidado era reproduzir exatamente a quantidade de curvas de níveis ali existentes, com clara delimitação dos vales e rios da bacia.
Para o perfil, um pequeno gráfico de acordo com as curvas de nível do trecho em questão, com legendas para a vegetação e a ocupação humana.

Em campo
Ao longo da bacia hidrográfica do Pirajussara, caminhamos desde a USP (Cidade Universitária, campus Butantã) até o Parque da Chácara do Jóquei, passando pela avenida e portões do Colégio, acompanhando o curso desse rio principal da bacia, com pequeno desvio na Praça dos Lagos (Vila Sônia). E, em meio a fotos, observações e reflexões, coletamos água para análise, em 6 paradas, possibilitando-se uma análise comparativa da qualidade da água em diferentes pontos do Pirajussara e afluentes, como  o Córrego Caxingui(turbidez, PH, nível de amônia, temperatura e presença de coliformes). 

Isso, com olhos também nas alterações de relevo.

O encontro
Para além da percepção dos cheiros e imagens dessas águas, do entorno da bacia e dos bairros, andar a pé por São Paulo (incomum para os adolescentes hoje), permitiu cenas já esperadas (trânsito, poluição do  rio e do ar...) mas também as inesperadas ( profusão de flores vivendo na margem do rio...).

Certamente essa cidade e essas águas tão cotidianas e tão invisíveis no dia a dia aproximaram-se desses alunos e conseguiram se tornar presentes. 

        

 

 

O ouro e o diamante alavancaram a prosperidade das artes e a qualidade de vida daquelas que são conhecidas como cidades “históricas” mineiras. Elas são importantes marcos do desenvolvimento de sua época e exemplos de expressão artístico-cultural.

Manifestações artísticas na escultura e na pintura constituem o Barroco mineiro e posteriormente o Rococó.  Artistas renomados e seus discípulos nos legaram sua obra por meio de trabalhos incríveis e extensos, capazes de encantar não só por sua expressão como também por sua qualidade. As artes mineiras têm um estilo próprio, não sendo apenas mais uma simples cópia de seus predecessores europeus. 

Também a literatura soube contar a sociedade e seus costumes sob as rígidas regras do estilo barroco. Mais tarde, poetas neoclássicos “habitaram a Arcádia” com seus poemas campestres e prazerosos, valorizando o "carpe diem". Todos esses percursos são uma vasta realidade a ser constatada pelos nossos alunos através de atividades interdisciplinares de Artes, Geografia, História e Português. 

Em contraste com esse universo, a fazenda Inhotim se insere no coração do Barroco mineiro, encravada como um templo da arte contemporânea no país. 

Acompanhados por professores do Ítaca e guiados pela Uggi – Educação ambiental, os alunos do 9º ano, nesta viagem de estudo do meio de quatro dias (na semana de 28/08/2018), vivenciaram essa junção de olhares frente ao passado e ao futuro, num mergulho profundo em considerável parte da Cultura Brasileira. Conhecendo localidades que estão além dos marcos históricos - uma vez que são consideradas centros culturais arquitetônicos de rara composição urbana e originalidade de projetos - eles penetram não apenas na história do país como também nas profundezas das terras mineiras. 

Veja a galeria de fotos AQUI.
 

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Em novembro de 2017, saiu a notícia de que o expert em cartografia David Rumsey, juntamente com seu sobrinho, recolheu pela primeira vez todas as partes de um dos maiores mapas mundiais de todos os tempos, que passaram a fazer parte da David Rumsey Map Collection na Stanford University.***

Por mais de 400 anos, o mapa colorido de Urbano Monte, criado em 1587, estava dividido em 60 folhas individuais, guardadas dentro de um atlas, já pertencente à coleção David Rumsey.  Montado, mede aproximadamente 3 metros de largura.

Ele nos mostra a importância dos mapas históricos como fonte primária de pesquisa: a representação do mundo revela as ideias científicas de seu tempo e os desenhos artísticos que decoram o mapa exemplificam o alto nível de representação visual daquele momento.

Urbano Monte também explorou a fauna, flora e até arquitetura de cada lugar: camelos e leões na África Central e pássaros exóticos na América do Sul são exemplos disso. Além disso, aparecem criaturas fantásticas que já existiam em mapas antigos: centauros, sereias e o deus Triton.

Ciência, arte e história da época em um único documento.

Em 2017, as 60 folhas desenhadas por Urbano e remontadas por um grupo de especialistas nesse mapa extragrande, foram expostas no campus da Universidade de Stanford. Pode-se acessar facilmente a versão digitalizada do documento, bem como ver as 60 páginas separadasgirar o mapa em torno do próprio eixo e até vê-lo em forma de globo.

*** Vale lembrar, aqui, que antes dele, em 1569, foi criado o mapa de Mercator: famoso por ter a Groenlândia aumentada, assim mesmo ainda é uma das projeções mais utilizadas em todo o mundo, inclusive pelo Google Maps. Essa projeção, elaborada pelo geógrafo, cartógrafo e matemático Gerhard Mercator (1512-1594), foi a primeira projeção cartográfica cilíndrica que abordou todo o mapa terrestre. Veja: http://brasilescola.uol.com.br/geografia/projecao-mercator.htm

Acesse os links!

Referências:
https://www.davidrumsey.com/blog/2017/11/26/largest-early-world-map-monte-s-10-ft-planisphere-of-1587
https://mymodernmet.com/urbano-monte-old-world-map/
http://www.nationalgeographicbrasil.com/video/tv/mapa-mundi-de-1587-por-urbano-monte
https://super.abril.com.br/historia/mapa-mundi-de-500-anos-e-3-metros-e-montado-pela-1a-vez/

Mapa de mercator:

http://brasilescola.uol.com.br/geografia/projecao-mercator.htm

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"O que é uma fazenda?" nos perguntava o agricultor Paulo, da estância Demétria, em Botucatu. "Um pedaço de terra?" responderam... e se disséssemos ser  "um pedaço da Terra?" Há alguma diferença?

Entender-se como parte da Terra envolve um posicionamento ético que emerge não das especulações lógicas e racionais, mas da percepção do mundo através de um olhar qualitativo, integrador e holístico. Não é tarefa fácil.... Exige paciência, abertura, porosidade, atenção e muita observação para que algo comece a verter do fenômeno que está diante de nós, para que comecemos a "ler o livro aberto da natureza", como diria Goethe, até que ela a nós se revele, generosamente. Essa metodologia de investigação pode ser controversa, mas não há dúvidas de que seja um caminho bastante fértil para recuperarmos nossa capacidade de construir percepções do mundo (e não só repetir descobertas científicas que tornam o universo um conjunto de objetos a serem utilizados: nós separados do mundo que está a nosso serviço, ou lá, bem longe de minha realidade cotidiana).

Investigar a formação da Terra a partir de nossas observações - percebendo como uma massa rochosa é a cristalização de uma história de bilhões de anos, de movimentos, de feitos e efeitos, e que, ao percebê-lo, somos parte disso - é uma forma de buscarmos outras relações com a natureza, cujo ponto de partida é o próprio processo de percepção. As rochas deixam de ser paredes, calçadas, pias, pisos ou acidentes do relevo no meio das estradas... a fazenda deixa de ser um lugar para se plantar... São todos partes da Terra e nós, nela, ao começarmos a perceber aquilo que está para além do objeto, concreto em nossa frente, tornamo-nos responsáveis por vitalizá-la. 

É a partir do olhar que isso começa a acontecer. E não há momento escolar mais propício para isso do que um estudo de campo.

Saída envolvendo as disciplinas de Geografia, Biologia, História da Arte e Língua Portuguesa.

Texto: Professor Arthur Medeiros

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