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postado sob 2020, ciências, química
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Os Elementos: uma Exploração Visual dos Átomos Conhecidos no Universo

O livro de Theodore Gray, lançado em 2011 no Brasil pela editora Blucher (traduzido pelo professor Henrique Eisi Toma, do Instituto de Química da Universidade de São Paulo), voltou à tona no ano passado, quando a tabela periódica completou 150 anos da publicação de sua primeira versão.

Em dezembro de 2017, a Organização das Nações Unidas declarou o ano de 2019 como o Ano Internacional da Tabela Periódica, em reconhecimento à importância da crescente constatação global de como a Química promove o desenvolvimento sustentável e fornece soluções para os desafios globais nos campos da energia, educação, agricultura e saúde.

Em 1869, o químico Dmitri Mendeleev publicou a primeira versão amplamente reconhecida da tabela. Desde então, essa tabela tem sido expandida e refinada com a descoberta ou sínteses de novos elementos e o desenvolvimento de modelos teóricos para explicar o comportamento químico.

Antes dele, em 1789, Antoine Lavoisier publicou uma lista de 33 elementos químicos, agrupando os elementos em substâncias simples, metálicas, não metálicas e salificáveis ou terrosas. Outros químicos passaram o século seguinte identificando relações entre pequenos grupos de elementos, tentando elaborar uma construção mais precisa, mas não havia ainda um esquema capaz de abranger todos eles.

A fabulosa coleção de elementos químicos
Theodore Gray é dono de uma coleção de milhares de amostras, peças e produtos; ele reuniu seu vasto conhecimento em um fabuloso acervo de imagens para compor um livro-aplicativo, também disponível no formato app pela plataforma da Apple.

A obra  “Os elementos” apresenta de forma lúdica a tabela periódica tal qual a conhecemos hoje, com ótima qualidade de imagens de seus 118 elementos. São apresentadas as características e propriedades físicas e químicas, e suas aplicações. Apesar de curtos, os textos possuem conteúdos consistentes, segundo resenha do Jornal do Conselho Regional de Química da IV Região. Cada elemento é acompanhado de um texto com sua história, ano e local de descobrimento e fatos fascinantes.

Ao longo do livro, há considerações sobre o possível papel benéfico ou danoso que os elementos – e suas substâncias – podem ter no organismo humano e na natureza. Há, por exemplo, diversos alertas sobre determinados suplementos alimentares que prometem benefícios não comprovados, alguns dos quais até perigosos.
Porém Gray não aborda só aplicações cotidianas dos elementos e suas substâncias, mas apresenta também aspectos menos conhecidos da ciência dos materiais.

Alguns textos que acompanham os elementos químicos:
 
Flúor: “O flúor está entre os mais reativos de todos os elementos. Passe uma corrente de flúor gasoso em praticamente qualquer coisa e ela irromperá em chamas. Isso inclui coisas que não são normalmente consideradas inflamáveis, até o vidro.”

Potássio: “Bananas radioativas! Ao menos é assim que a manchete seria lida se o repórter tivesse apenas a metade dos fatos. A verdade é que virtualmente tudo o que você come é radioativo, as bananas são apenas um pouco mais. Bananas são ricas no importante nutriente potássio, e por volta de um centésimo de 1% dos átomos de potássio são do isótopo radioativo 40K.”

Para quem domina o inglês, é recomendável que leia no original, pois Gray utiliza-se de vários trocadilhos, que se perdem um tanto na tradução.
Se você optar por adquirir a obra no formato de aplicativo, há ainda a possibilidade de interagir com grande parte das imagens – rotacionando o objeto registrado para vê-lo melhor.

Onde comprar a versão digital:
https://apps.apple.com/br/app/os-elementos-por-theodore-gray/id364147847

Algumas referências:
http://cienciahoje.org.br/artigo/na-estante-356/
https://www.tabelaperiodica.org/the-elements-livro-de-theodore-gray/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Tabela_periódica

 

 

 

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E nasceu o Projeto Pirajussara, interdisciplinar (Biologia, Geografia, Química e História da Arte). O  1º EM, após breve questionário, foi em busca do passado e do presente dos rios paulistanos. 

O foco
As bacias hidrográficas próximas à escola, essencialmente a do Rio Pirajussara, nosso vizinho: dividida em 5 trechos, para 5 grupos de estudo. 

As maquetes e o perfil
Com uma carta topográfica de cada trecho e uma foto de satélite como referência, o cuidado era reproduzir exatamente a quantidade de curvas de níveis ali existentes, com clara delimitação dos vales e rios da bacia.
Para o perfil, um pequeno gráfico de acordo com as curvas de nível do trecho em questão, com legendas para a vegetação e a ocupação humana.

Em campo
Ao longo da bacia hidrográfica do Pirajussara, caminhamos desde a USP (Cidade Universitária, campus Butantã) até o Parque da Chácara do Jóquei, passando pela avenida e portões do Colégio, acompanhando o curso desse rio principal da bacia, com pequeno desvio na Praça dos Lagos (Vila Sônia). E, em meio a fotos, observações e reflexões, coletamos água para análise, em 6 paradas, possibilitando-se uma análise comparativa da qualidade da água em diferentes pontos do Pirajussara e afluentes, como  o Córrego Caxingui(turbidez, PH, nível de amônia, temperatura e presença de coliformes). 

Isso, com olhos também nas alterações de relevo.

O encontro
Para além da percepção dos cheiros e imagens dessas águas, do entorno da bacia e dos bairros, andar a pé por São Paulo (incomum para os adolescentes hoje), permitiu cenas já esperadas (trânsito, poluição do  rio e do ar...) mas também as inesperadas ( profusão de flores vivendo na margem do rio...).

Certamente essa cidade e essas águas tão cotidianas e tão invisíveis no dia a dia aproximaram-se desses alunos e conseguiram se tornar presentes. 

        

 

 

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Quantos rios existem em São Paulo? Quais você sabe nomear? Como nossos rios se transformaram no que são hoje?

As inquietações acima foram o ponto de partida para o Projeto Pirajussara, iniciativa interdisciplinar (Biologia, Geografia, Química e História da Arte), para estudar a hidrografia da cidade em que vivemos. As turmas dos 1os EM, respondendo ao questionário inicial, se deram conta de que pouco sabem sobre o passado e o presente dos rios que tanto cruzamos em São Paulo, mas que só nos aparecem como inoportunos, muitas vezes. Assim, organizou-se uma breve saída a campo, com caminhada e pesquisa.

O campo, então, virou parte do projeto para conhecermos trechos da bacia hidrográfica do rio Pirajussara, na Zona Oeste de São Paulo, (onde o Ítaca e casas de muitos alunos se situam): elaboramos um perfil topográfico da bacia, a partir de imagens de satélite e cartas topográficas, para, em seguida, produzir maquetes de trechos da região, alguns dos quais visitamos em campo depois. Por fim, na saída a campo, coletas de água e registros diversos, materiais que serviram para análise posterior.
Iniciamos a caminhada de pouco mais de 3 horas na foz do Pirajussara, dentro da Cidade Universitária (USP), em direção ao Ítaca, na avenida Pirajussara, acompanhando o percurso desse rio principal da bacia, com pequeno desvio na praça dos Lagos (Vila Sônia) e no parque Chácara do Jockey. Foram feitas coletas em 6 paradas, possibilitando-se uma análise comparativa da qualidade da água em diferentes pontos do Pirajussara e afluentes.

Além da percepção do Pirajussara, com seus cheiros e imagens, bem como do entorno da bacia e dos bairros próximos, pôde-se realizar uma atividade pouco comum entre muitos adolescentes, no dias de hoje: caminhar a pé por São Paulo, observando cenas esperadas (trânsito, poluição do  rio e do ar...) e inesperadas (um pé de tomate carregado, à margem do rio...).

Certamente essa cidade e essas águas tão cotidianas e tão invisíveis no dia a dia aproximaram-se desses alunos e conseguiram se tornar presentes. 

 

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