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Gerhard Klesen passou uma década fazendo campanha para a construção de uma ponte, feita somente para os animais, a ser erguida sobre uma estrada da cidade de Schermbeck, município da Alemanha localizado no distrito de Wesel, região administrativa de Düsseldorf. “Barreiras construídas pelo homem, como estradas e canais, restringem o movimento dos animais”, diz Klesen, engenheiro florestal alemão. 

Mas o fenômeno não ocorre somente nessa região. No mundo inteiro, na verdade, centenas de animais são mortos por atropelamento nas estradas. Além disso, grandes vias isolam grupos de animais e dificultam a migração, afetando a diversidade de espécies, limitando a diversidade genética.

Para prevenir acidentes ocorridos no passado, alguns países investem na construção de passagens para os animais , muito similares a uma passarela para travessia de pedestres, em avenidas das grandes cidades.

A primeira ponte para animais foi construída nos anos 50, na França e, desde então, países como Holanda, Suíça, Alemanha, Estados Unidos e Canadá têm investido na infraestrutura para erradicar tais ocorrências. As passarelas podem variar, sendo desde viadutos e pontes, até túneis e outras formas.

O país mais comprometido com a proteção dos animais silvestres nas estradas é a Holanda, com mais de 600 túneis. Chamados também por ambientalistas, como “ecodutos”, o mais longo é o Natuurbrug Zanderij Crailoo. Com 800 metros,  esse ecoduto estende-se sobre uma autoestrada, uma via férrea, um rio e um complexo esportivo.

No Brasil, há muito poucos estudos relacionados a mortes de animais silvestres nas estradas. Um deles foi realizado pela Universidade do Paraná. No monitoramento inicial apresentado ao Ibama, foi relacionado atropelamento de 1.400 animais de 88 espécies no período de um ano entre Campo Grande e Corumbá, num trecho de 410 km; e constatado o atropelamento de 57 espécimes no trecho de 284,2km entre Anastácio e Corumbá em dois meses de monitoramento.

A Alemanha está reafirmando sua imagem ecológica, investindo milhões de euros na construção de pontes para uso exclusivo dos animais. O humano que for pego cruzando essas pontes será obrigado a pagar uma multa de 35 euros.

Mais de cem pontes serão construídas na próxima década. As informações são do The Local (??).

Mas não é uma batalha fácil. “Pontes são muito caras”, diz Klesen. E os animais obviamente necessitam se adaptar à nova realidade: geralmente leva um ano para que comecem a atravessar uma ponte, mas o exemplo de um animal curioso ou corajoso que se aventura a atravessá-la leva os outros a fazerem o mesmo; houve uma, na Alemanha, que levou apenas 3 dias para que o primeiro animal se aventurasse a atravessá-la.

O sucesso da experiência pode ser confirmado por câmeras instaladas ao longo de algumas pontes, que capturaram uma variedade de criaturas, incluindo coelhos, raposas e morcegos, fazendo seu caminho.

 

Referências:

http://www.anda.jor.br/08/10/2013/alemanha-investe-pontes-feitas-animais 

http://www.anda.jor.br/09/11/2013/construiram-pontes-ecologicos-animais-argentina

http://arquiteturasustentavel.org/pontes-vivas-para-a-passagem-de-animais/

http://www.laparola.com.br/as-pontes-verdes-no-mundo

http://www.designtendencia.com.br/blog/natureza-jardim/pontes-naturais-para-animais/

 

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