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postado sob 2020, EF2, Literatura
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Ilustração, reprodução de Luis Peres
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Reprodução de Maria João Lopes: https://mariajoaolopes.com

No último dia 9/10, em uma atividade de estudo do meio, os alunos do 6º ano conversaram com Juliana Soares, professora e contadora de histórias timorense e a doutoranda Márcia Cavalcante, professora, especializada em literatura do Timor Leste. Eles ouviram o mito de criação da ilha de Timor, que está ligado a um crocodilo, animal muito importante por lá. 

Reza a lenda que um dia, depois de muitas atribulações, um jovem e um crocodilo lançam-se ao mar e exploram juntos o oceano até que o crocodilo decide fixar-se num determinado local e transforma-se na ilha de Timor.

Leia essa história abaixo, pela versão do escritor timorense Luís Cardoso.

 

O CROCODILO QUE SE FEZ ILHA

Luis Cardoso

Nunca tinha chovido tanto e de uma só vez naquelas paragens. As águas subiram, inundaram a terra, aproximaram-se dos céus onde deixaram sementes de Caleic, germinando trepadeiras, amarrando o mar e a terra ao infinito. Foi o tempo em que tudo estava ligado, o universo em gestação. Os seres misturavam-se e percorriam lugares outrora restritos apenas a alguns. A água fizera o que os homens alguma vez ousaram, diluindo as fronteiras terrestres. Ninguém estava classificado consoante os locais onde habitava ou de acordo com os seres que digeria.

No fim da estação das chuvas, quando as águas começaram a secar, todos os animais, movidos pelo instinto de sobrevivência foram recuando para os seus anteriores nichos. Os pequenos crocodilos, buliçosos e irrequietos, sentindo que o mar se encurtava cada vez mais, foram deixando os locais por onde tinham andado em busca de alimentação.

Mas aquele velho crocodilo, que nunca tinha feito incursões para além das águas paradas, onde esperava os incautos que passavam, mostrava-se renitente em abandonar aquele recanto da terra onde passavam todos os animais da Terra, inclusive o homem, o mais erecto de todos e nem sempre o mais correcto. A prole bem tentou demovê-lo dessa teimosia. Ele já não queria mais regressar para o seu mar. Por mais que insistissem, dizendo que em breve, com a seca, morreria de calor e com fome, tencionava ficar. Dizia ser a natureza o seu melhor aliado, que com ele sempre fora benevolente. Mais do que os da sua espécie que se devoram a si mesmos. Com tal argumento convenceu-os a irem-se embora. O clã entendeu a sua atitude como sendo sinal da sua resignação ao fim próximo. Há um momento único no tempo de cada um para decidir a forma mais digna de morrer. Um grande sáurio arrasta-se no chão mas nunca no tempo. Os pequenos choraram lágrimas de crocodilo pelo fim do progenitor. Como não estava mais nenhum animal presente, eram genuínas as lágrimas choradas. Arrastaram-se para o mar e o velho crocodilo foi ficando cada vez mais distante e abandonado. O acaso fez com que tivesse passado por ali uma menina em busca dos pais, provavelmente engolidos pelo mar. E, vendo o velho crocodilo desfeito em lágrimas, e sem distinguir o falso do verdadeiro, aproximou-se do moribundo e perguntou-lhe se precisava de ajuda:

- Leva-me até ao mar. Prometo entregar-te aos teus pais!

Ela já não pensou em outra coisa se não pô-lo a salvo.

- A vida de quem quer que seja deveria ser tida em conta para além dos seu múltiplos actos, nefastos ou providenciais! - pensou. Um pensamento grande demais para as suas pequenas forças. Havia uma desproporção entre o que podiam os seus braços e o peso do colosso moribundo. Os olhos do crocodilo já não choravam. A menina foi buscar as cordas da trepadeira e enrolou-as ao longo do corpo daquele que personificava o horror sobrenatural. Tentou puxar a ponta da corda mas nem um passo deu adiante. Foi pedir ajuda aos outros animais, mas foi o macaco quem se apressou a responder:

- Que morra aquele que tanto mal nos fez!

Assustou-se com a violenta resposta, mas não desistiu de procurar ajuda. Lembrou-se daquele búfalo branco, que tinha domesticado para a ajudar no cultivo do arroz. Quando chegaram ao local, o búfalo franziu os olhos, levantou as sobrancelhas, deu uma cornada no ar soltando espuma branca pelos cantos da boca:

- Não, tudo menos isso! Foi ele quem devorou os teus pais!

Ela nem vacilou perante tal revelação. Tentou um último argumento, o da morte digna, dizendo que o crocodilo estava velho e cada um deveria morrer no sítio onde vivia. O búfalo condescendeu e só deu pelo engano quando o moribundo, dentro de água, pareceu rejuvenescer. Sentindo-se traído, o búfalo fez o que achava justo: foi-se embora. Voltou a ser bravo, a única condição que lhe garantia respeito e sobrevivência. O crocodilo, vendo o desfecho de uma amizade desfeita, quis recompensar a sua salvadora pela perda de um amigo, dizendo ser ele verdadeiro; não era tão traiçoeiro como a fama das suas lágrimas.

- Pula para o meu dorso! - disse o crocodilo, com voz paternal. Anoitecera. E, já sem a vigilância de olhos de outros animais e a coberto da distância e da escuridão da noite, que devolvia a cada ser o pior dos seus instintos, ele tencionava comer aquela criança, salgada e temperada pelos ares do mar. Está na natureza do crocodilo comer as suas presas. A menina caíra na armadilha das lágrimas do moribundo, esquecendo-se de que também eram de um crocodilo.

Mas as forças do velho sáurio foram-se esgotando na jornada. Não conseguia mover a cauda, nem mesmo uma pata. O corpo que tão bem o tinha servido, na hora em que mais precisava dele, traía-o. Encalhou, no seu trágico destino. Rendido à evidência da morte, quis a grandiosidade. As suas patas alongaram-se e cravaram bem fundo nos corais. O corpo distendeu-se e as placas do dorso ganharam elevação, formando montanhas atapetadas de densas florestas de sândalo. Uma voz surgiu do ainda crocodilo quase terra:

- Sou velho e vou morrer. Tu és linda e habitarás este corpo onde foram enterrados os teus pais. Brevemente chegarão os estrangeiros. Uns príncipes em busca da tua beleza, e outros, mercadores do sândalo.

Quando ouviu o último suspiro do crocodilo, ela respirou fundo como se quisesse dar à luz, e viu o Sol nascer no mar, iluminando a ilha inteira, finalmente livre do pesadelo da noite traiçoeira. E chamou-lhe Timor.


do original de Luís Cardoso, publicado no suplemento da Revista Visão nº480 de 16.05.02; versão adaptada

postado sob 2020, EF2, EM, história
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A Pedra de Rosetta
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Detalhe da Pedra de Rosetta
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Esculturas do Partenon
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Ir a Londres e visitar o British Museum, um dos mais antigos museus do mundo, é uma experiência inesquecível, mas não impossível.

Na verdade, embora o Museu esteja fechado em razão contexto atual, convidamos nossos alunos do 9ºEF e do 1ºEM a fazerem uma viagem virtual ao longo de dois milhões de anos da nossa história.

Nesta live-tour, conduzida por Loona Hazarika, um  experiente guia de Londres que, inclusive, trabalhou por vários anos no British Museum, vamos embarcar no centro da cidade, atravessar continentes e desembarcar nas Américas.

Esse foi o convite que nossos alunos receberam da cadeira de Inglês do Ítaca.

Além de verem peças raras, de valor histórico inominável (daquelas que reconhecemos das ilustrações em livros...), o exercício da língua inglesa, em uma situação real de comunicação, foi um dos focos importantes também: durante toda a visita, essa foi o idioma do guia e de todos os participantes.

Antes e depois do tour, discussões sobre o papel dos museus e sobre o processo de formação dos acervos e sua legitimidade já ganharam espaço. Produções artístico-reflexivas a respeito de tais aspectos e também sobre como são vistos e valorizados, de modo geral, os museus no Brasil, mostrarão a voz dos estudantes, em uma pequena síntese do projeto.

 

MUSEUS: TEMPOS E  MEMÓRIA

Por Ciça Jorquera

A palavra Museu origina-se na Grécia Antiga, derivada da palavra Mouseion, que significa “lugares de contemplação”. Também podemos relacioná-la a Zeus, que, como a mitologia grega nos conta, casou-se entre outras, com Mnemósina, Titânida que simboliza a memória – ela podia dar o poder de voltar ao passado e relembrá-lo para a coletividade.

Já na denominada Idade Média (476 a 1453 d.C.), o termo Museu não teve muito uso. Ele só reaparece no século XV, quando o colecionismo virou moda na Europa, surgindo as chamadas Coleções Principescas.

Mas, foi na conjuntura da Revolução Francesa (1789-1799) que nasceu a acepção atual do termo Museu, que só irá se consolidar no século XIX, com a criação e fundação de inúmeras instituições museológicas na Europa, concebidas dentro do denominado “espirito nacional”, ou seja, esses espaços objetivavam não apenas guardar as antiguidades nacionais como também os acervos expressivos resultados do domínio colonial.

Esse percurso possibilitou a adoção de dois tipos de modelos de museus espalhados pelo mundo. Os primeiros alicerçados na cultura nacional e na história, como o Louvre, localizado em Paris, na França, e inaugurado em 1793; os segundos, como resultado direto do momento cientifico que o mundo vivia, voltados para a pré-história, arqueologia e a etnologia, a exemplo do Museu Britânico, em Londres, na Inglaterra, inaugurado em 1753.

Museu Britânico (Londres, Inglaterra)

No caso do Brasil, o século XIX também foi um marco. Foi exatamente em 1818, com a doação da coleção de História natural por D. João IV, que foi inaugurado no país o primeiro museu, o Real, atualmente conhecido como Museu Nacional, localizado na cidade do Rio de Janeiro.

No caso de nosso país, podemos afirmar que os museus enciclopédicos iriam ser o modelo adotado até a década de 30 do século XX, pois a questão da Nação só ganharia espaço e audiência museológica em 1922, quando da fundação do Museu Histórico Nacional, também localizado na cidade do Rio de Janeiro.  Desde então, esses espaços se multiplicam e, hoje, o país conta com mais de três mil museus, e a cidade de São Paulo com cerca de 110.

Museu Nacional (Rio de Janeiro, Brasil)

Visitar, mesmo que virtualmente, espaços culturais, científicos, históricos possibilita uma experiência sensível e contribui para a compreensão de mundo, revelando-nos novas dimensões e representações da realidade.

Contudo, não se trata apenas do ato de observar e/ou contemplar o acervo que essas instituições oferecem, mas também de perceber que a organização do espaço, a luz, o ordenamento tem uma intencionalidade estética e ideológica. Outro aspecto muito relevante é o da temporalidade, ou seja, o nosso olhar sobre uma escultura, uma foto ou um artefato da cultura popular, por exemplo, produzida há séculos, com certeza terá uma apreensão diferente daquela vista na época da produção, possibilitando diversas e diferentes interpretações, portanto, inúmeras representações.

Referência
GUIMARÃES, Ruth. Dicionário de Mitologia Grega. São Paulo: Editora Cultrix. 1993. p. 314-317.

 

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Quando você tem um tema, o mundo é o tema.
Lia Vainer

No Ítaca, nos terceiros anos do Ensino Fundamental 1 (crianças de 8/9 anos), o tema em curso é a preservação da vida, do meio ambiente e, naturalmente, dos animais em extinção e a continuidade da vida.

O mundo, lugar de muitos conhecimentos em que a criança a partir dos 7 anos passa a operar, é campo de planejamento dos professores. Informações e acontecimentos no tempo e no espaço disparam conhecimentos significativos, que os professores conectam com o repertório dos seus alunos, com o entorno e com a história que não cessa. Dessa forma, escritores, pesquisadores, fotógrafos, jornalistas, artistas plásticos, músicos, cineastas, ao narrarem criativamente o mundo em suas diversas facetas, fornecem conteúdos que contribuem para o enriquecimento das propostas didáticas planejadas.

Quando o assunto é preservação ambiental, uma rede de informações, acontecimentos e experiências interligam as crianças às suas próprias vivências, que se prolongam em interesses.

Este percurso contou com o livro "MATO? "  
Mas iniciou-se pela proposta de conhecer tanto as diferenças como as conexões entre a zona rural e a urbana. As pesquisas relativas às produções agrícolas, comércio, o cotidiano dessas duas áreas foi assunto de trocas entre as crianças.

A voz do poeta Carlos Drummond de Andrade, na ocasião do seu aniversário de 100 anos, apresentou-se por meio do poema ‘’Infância’’, do cotidiano rural na sua cidade natal, Itabira/MG:  Os alunos seguiram pelo lombo do cavalo e pelo aroma do café no fogão a lenha.

De lá, partiram para a biografia do poeta e a sua morada, na idade adulta, na cidade do Rio de Janeiro. Eis que Itabira, na infância, e Rio de Janeiro, em sua idade adulta, ofereceram o contraponto entre área rural e urbana da época .  E os alunos seguiram, inclusive, fazendo cálculos matemáticos entre as distâncias dessas duas cidades, os melhores trajetos, considerando meios de transportes , estradas de rodagem, nas diferentes épocas que variavam entre 1902 e 1980, fases de vida do poeta.

A fotografia já se inseria, na época, como registro de trajetórias no tempo e no espaço. O fotógrafo Marcello Cavalcanti  clicou os mesmos ângulos e fez a montagem com os registros dos locais que Augusto Malta, retratara no Rio de Janeiro, no início do século 20. Os alunos puderam, assim, visitar a cidade grande, zona urbana nos dois tempos:  no início do sec. XX quando então nascia Drummond na área rural mineira e no sec. XXI quando então morou na cidade como adulto.  

Outro interlocutor trouxe suas impressões de aldeia e de cidade grande: o escritor indígena Daniel Munduruku, no seu livro, “Crônicas de São Paulo, um olhar indígena”.

Pelo olhar indígena também foi reconhecida outra cidade grande, São Paulo, por meio das crônicas desse escritor.  Ibirapuera, Tatuapé, Butantan, foram alguns dos textos, narrativas que suscitaram interesses e muitas perguntas.

Como o gênero ‘’entrevista” estava presente nos estudos de Língua Portuguesa, com pesquisas sobre entrevistas publicadas por escritores como Ruth Rocha e pelo próprio Daniel Munduruku. Essa jornada de interlocuções seguiu por outros assuntos, analisando-se tal gênero

O texto“Butantan”, de Daniel Munduruku,  trouxe  o olhar indígena reconhecendo no Instituto do mesmo nome, sua floresta, suas cobras, suas pesquisas. O momento da pandemia, as vacinas. A curiosidade da criança e do cientista: Rodrigo Franco de Carvalho, biólogo do Instituto  Butantan, foi convidado  a conversar com os alunos.  

As crianças organizaram-se previamente com perguntas, prolongamento dos seus interesses e curiosidades. Coincidentemente, no Dia do Biólogo que Rodrigo esteve nas três salas dos terceiros anos. Isso também impressionou a todos.

O tempo das lives não foi suficiente para as trocas entre o pesquisador e os estudantes. Animais, vacinas, perigos, a instituição, Rodrigo como cientista e suas escolhas pessoais foram assunto de muita conversa, sintetizada aqui pela pergunta de uma criança e a resposta do cientista:  
 

O QUE É PRECISO PARA SER UM CIENTISTA?
- Muita curiosidade. 

As perguntas não apresentadas estão sendo organizadas para uma nova rodada, agora por e-mail endereçado ao Rodrigo.

Paisagens nativas, progresso, cidade grande, áreas rurais, olhar indígena, aldeia pequena e aldeia grande, assuntos que trouxeram naturalmente outras perguntas: E a ameaça de extinção?  E os animais, a floresta, os rios, a queimada?

Chegamos, assim, à pergunta que não quer calar e que intitula o livro de Rogério Assis e Ciro Girard: MATO?

Assim como as fotos de Cavalcanti e Malta, de um Rio de Janeiro de antes e depois, mostraram alterações históricas e geográficas, este trabalho valioso sobre a Amazônia trouxe a floresta e sua narrativa histórica que coloca a ameaça de extinção e a possibilidade de preservação em pauta.

Chega o livro do Rogério Assis: MATO?
 

EM PAUTA: A NATUREZA DESAPARECERÁ?  
Segue abaixo a proposta feita para os alunos:

Conheça algumas imagens da situação atual da Amazônia brasileira, em paralelo a imagens da situação anterior desse vasto território.

As imagens são do fotógrafo Rogério Assis e a montagem do ‘’antes’ e do ‘’depois’’ foi feita pelo designer Ciro Girard. Juntos publicaram esse trabalho no livro MATO?

Curioso!  Um nome de livro com ponto de interrogação. O que será que os autores estão perguntando? 

1)   Olhe para as imagens e imagine uma resposta para essa interrogação: MATO?
2)   Agora leia os comentários abaixo, de Tica Minani, depois de ter olhado as imagens do livro. Tica é coordenadora da campanha do Greenpeace na Amazônia.

‘’É mata, é brisa, é sol, é árvore, é rio, é formiga, inseto, areia, calor, água fresca, folhas, samaúma, açaí, peixe, onça, jacaré, macaco, lua, coruja, sapo, voadeira, nuvem, chuva, rede, revoada de pássaros, mandioca, banana, fogueira, magia, gente, risos... 

No mato tem tudo isso. E mais: tem uma riqueza exuberante que sustenta uma teia de vida valiosa e diversa, de muitas formas, muitas cores, capaz de provocar medo, mistério e maravilhamento...

Essa mesma riqueza exuberante, que abunda no mato, nos rios, nas árvores, nos minérios e em tantos outros recursos naturais, é motivo de orgulho para a maioria dos brasileiros, mas também desperta outros sentimentos menos nobres que a magia e o maravilhamento.

Muitos olham para o mato e veem outro tipo de riqueza – uma riqueza que esgota os rios e a terra, que cavouca minérios, que corta as árvores, que expulsa as gentes e silencia os risos...’’

O percurso foi finalizado com a observação de dois alunos, ao integrarem o vasto tema de preservação ambiental ao conteúdo trabalhado em Ciências, “Polinização, uma memorável parceria’’:  

- Se a gente desmatar, os bichos não terão mais onde morar, aí entra naquele outro assunto que conversamos sobre polinização, não teremos mais árvores e nem bichos para ajudar a “repor” a natureza.

- O ser humano precisa perceber que ele também é a natureza, se destruir e não cuidar, uma hora  não vamos mais existir.

 

O LIVRO:

Mato?
Autor:  Rogério Assis e Ciro Girard
Editora: Olhavê
ISBN: 978-85-93223-06-8
Idioma: Português
Edição: 1ª
Ano de lançamento: 2018
Número de páginas: 116

PDF do livro. Disponível no site do fotógrafo Rogério Assis: https://rogerioassis.46graus.com/livros/mato-1/ 

 

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