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EPIDEMIA DE CÓLERA EM LONDRES
Estudo e reflexão para os alunos do EF2 e EM
EPIDEMIA DE CÓLERA EM LONDRES
Estudo e reflexão para os alunos do EF2 e EM
Antigo mapa de Londres
reprodução
Ilustração de época
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Como parte do curso de Inglês e para uma dinâmica de uso real da língua, para além da sala de aula, professores do Ítaca propuseram uma live-tour sobre assunto que é História daiência e também remete ao vivido hoje em todo o planeta: Surviving an epidemic 150 years ago.

A visita pela exposição, com o 9º EF e com as 3 séries do EM, aborda a epidemia de cólera que assolou vários países, no séc. XIX, mas foca no ocorrido na Inglaterra, mais precisamente na cidade de Londres. Conduzido por Loona Hazarika, experiente guia de Londres, esse tour virtual mostra a situação e os acontecimentos durante essa epidemia, transmitindo, ao mesmo tempo, um pouco da História da Ciência e uma mensagem de esperança; tudo permeado por um olhar bem-humorado, em muitos momentos.

Loona mostra os hábitos e a falta de conhecimento e protocolos sanitários da época e como a causa da epidemia de cólera foi descoberta. Explicou que, em torno de 1830, a doença chegou à Inglaterra, proveniente da Índia. Os ingleses não conheciam sua origem e causa e acreditavam firmemente que era proveniente do miasma, do ar (apesar de beberem água diretamente do rio Tâmisa, onde eram despejadas diariamente várias toneladas de excrementos). Essa teoria atribuia a contaminação ao conjunto de odores fétidos provenientes de matéria orgânica em putrefação nos solos e lençóis freáticos contaminados. 

Atualmente a teoria miasmática é considerada obsoleta, sendo consensual e aceite a teoria microbiana. Mas, já naquela época, John Snow, médico inglês considerado o pai da epidemiologia moderna, conhecido também por desenvolver a anestesia, na Inglaterra, começou a questionar a crença de que a cólera provinha da contaminação pelo ar, uma vez que não causava nenhum mal ao sistema respiratório.

Loona também ressaltou que a noção de saúde pública, área de destaque da Inglaterra, no século XX, não existia na ocasião: a saúde era de responsabilidade individual, e havia, ainda, a crença de que mais de 52.000 pessoas já haviam perdido a vida por uma “lição divina”, pelo mau comportamento dos seres humanos.

Contudo, John Snow observou o cenário com outro olhar e constatou um maior impacto da epidemia em uma área específica de Londres, identificando um maior número de enfermos, entre os que residiam perto da bomba de água pública na Broad Street, atual Broadwick Street. Percebeu, então, que a doença provinha da água contaminada. Essa descoberta deu origem a um plano de saneamento e a uma rede de distribuição de águas, que funciona até hoje em Londres. 

Antes e depois do tour, discussões sobre o papel da ciência e seus métodos - e também sobre manter acesa a esperança e a certeza de que é possível vencer e controlar tragédias como essas - compõem o trabalho não só nas disciplinas de Inglês, mas também nas de Ciências, Geografia, História, Biologia e Matemática.

 

postado sob 2021, ciências, EF2, história
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No dia 10 de maio, os professores Fernando, de História, e Luana, de Ciências, receberam as doutoras Mariana Inglez e Eliane Chim do LAAAE (Laboratório de Arqueologia e Antropologia Ambiental e Evolutiva) da USP, para conversar com os estudantes do 6º ano, dentro do projeto interdisciplinar "Origens". Foi um momento muito rico, importante e potente. Elas falaram sobre suas trajetórias de vida, de estudos e compartilharam suas descobertas e conhecimentos nos campos da arqueologia, antropologia evolutiva, zooarqueologia, paleontologia, bioarqueologia, etc.

Muitos temas e assuntos abordados no projeto com os alunos ganharam corpo e história com esse encontro poderoso. As pesquisadoras, os estudantes e os professores aproveitaram o encontro, e as perguntas foram tantas, que não deu tempo de passar por tudo que elas imaginaram poder contar pra gente.

O projeto “Evolução para Todes” o LAAAE-USP” compartilha conhecimento científico com ampla divulgação e livre acesso em diferentes mídias. Tem como objetivo expandir narrativas mais inclusivas, interessantes para um público não necessariamente acadêmico, e construir novos diálogos – em especial com pessoas negras e mulheres, para se pensar inclusão racial e de gênero, no contexto da divulgação científica. 
Na verdade, tem o intuito de democratizar a ciência e romper com os muros que separam as universidades de grande parte dos cidadãos brasileiros.

Vale a pena conhecer o projeto "Evolução para todes" clicando aqui. 


Veja mais filmes no canal do Youtube: 
https://www.youtube.com/channel/UCgFUEtUb4dhgSDeyXwnFCYQ

 

reprodução: http://www.if.ufrgs.br/fis02001/aulas/aulafordif.htm

Maré alta - Lua nas fases nova ou cheia - as forças de maré provocadas pela Lua e pelo Sol agem na mesma direção, de forma que a maré resultante é mais intensa.
Maré baixa - Lua nas fases de quarto crescente ou quarto minguante - as forças de maré provocadas pela Lua e pelo Sol agem em direções diferentes, de forma que a maré resultante fica atenuada.

 

Em março de 2021, o megacargueiro Ever Given ficou encalhado no canal de Suez por dias, apesar dos esforços de dezenas de rebocadores para retirá-lo e liberar a passagem de navios que usam essa rota entre a Europa e a Ásia. O trabalho só teve sucesso com a subida da maré: a embarcação pôde assim flutuar e liberar o tráfego. Mas por que a maré sobe e desce?

Marés são as alterações cíclicas do nível das águas do mar causadas pelos efeitos combinados da rotação da Terra com as forças gravitacionais exercidas pela Lua e pelo Sol sobre o campo gravítico da Terra.
Informalmente, dizemos que a Lua “puxa” as massas de água em sua direção, mas há outras contribuições, como se disse. A maré é um dos efeitos da ação do campo gravitacional de outros corpos sobre a Terra, mais precisamente, sobre os oceanos. O campo gravitacional foi descrito, em 1667, pelo notável Isaac Newton (1643-1727), reunindo o conhecimento de todos os filósofos naturais que o precederam. Para Newton, a gravidade é uma força que age entre corpos de qualquer tamanho, e depende da massa de cada um e da distância entre eles. É essa força que nos permite a sensação do peso e também regula as distâncias entre os astros no espaço.

A noção de gravidade foi ampliada por Albert Einstein (1879-1955), com a teoria da Relatividade Geral, em 1915. Para Einstein, a gravidade é o resultado de uma deformação do espaço próximo a objetos com massa: quanto mais pesados, mais curvo o espaço em torno deles. O movimento dos objetos, então, segue trajetórias determinadas por essa curvatura. A gravidade é uma das quatro forças fundamentais da natureza, sendo a mais fraca e a mais inclusiva: age sobre todas as partículas, até sobre a luz!

Mas voltemos aos oceanos. A Lua é o corpo celeste mais próximo da Terra; sua massa e a distância a que se encontra determinam forças de atração que variam de acordo com sua posição em torno da Terra, de modo que a região mais próxima do nosso planeta sofre as maiores influências. Quando essa força é aplicada sobre o oceano, há uma elevação do nível da água na direção da Lua, e essa situação é chamada de maré alta. O Sol também exerce influência sobre as marés: o Sol é 30 milhões de vezes mais pesado que a Lua e está quase 4 mil vezes mais distante da Terra do que a Lua, então a sua contribuição é em torno de metade da influência do satélite. Nada que se possa desprezar.

A sizígia é uma situação astronômica em que os três astros estão aproximadamente alinhados (e os casos mais emblemáticos são os eclipses); nessas situações, em que ocorrem a lua cheia e a lua nova, as forças de maré do Sol e da Lua se reforçam e criam as marés de sizígia. É nessa situação que ocorrem as maiores marés altas e as menores marés baixas, porque a maré sobe mais e desce mais do que as médias diárias. Nas fases de lua crescente e de lua minguante, os efeitos dos dois astros praticamente se cancelam, e aí temos as menores marés baixas e as maiores marés baixas.

Há também outros fatores que influenciam a ocorrência de marés, como a translação da Terra em torno do Sol. Nos equinócios de outono e de primavera (que em 2021 ocorrem dia 20 de março, e 22 de setembro, respectivamente), as marés altas são maiores e as marés baixas, menores. Assim, por exemplo, o desencalhe do Ever Given se deu com o trabalho dos rebocadores mais o feliz acaso da ocorrência da maré alta na sizígia e a proximidade do equinócio de outono.

A movimentação das águas ocasionada pelas marés pode, inclusive, ser utilizada para gerar energia. As usinas de energia de maré (maremotrizes) mais importantes estão na região do mar do Norte, próximo à Escócia.
Em tempos de uso consciente de energia, todas as formas de conversão de energia, em geral, para eletricidade, devem ser consideradas. Todos os países têm uma matriz energética específica, de acordo com suas peculiaridades históricas e geográficas. 

Referências
• Movimentos da Terra e da Lua, com uma animação: http://www.astro.iag.usp.br/~gastao/PlanetasEstrelas/TerraLuaSol.html
Marés
Silveira, Fernando. (2003). MARÉS, FASES PRINCIPAIS DA LUA E BEBÊS. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/306032185_MARES_FASES_PRINCIPAIS_DA_LUA_E_BEBES . Acesso em 27 abr 2021.
• Usina maremotriz
http://www.fem.unicamp.br/~em313/paginas/mar/mar.html
https://betaeq.com.br/index.php/2018/04/13/conheca-ak-1000-maior-turbina-movida-energia-de-mares/
https://ciclovivo.com.br/planeta/energia/turbina-flutuante-escocia-energia-mares/
https://www.flickr.com/photos/evo_gt/12266768565/in/photostream/lightbox/

 

 

 

 

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